UNIDADE 1


 O que é empreender? Poderíamos ficar horas e horas tentando achar uma única definição para esse termo. Entretanto, o verbo agir é o que melhor define seu significado.

Quando falamos de empreendedorismo, muitos verbos podem surgir, tais como sonhar, realizar, fazer algo novo, desenvolver, revolucionar, executar, criar, dentre outros. Todavia, a ação é o que concretiza qualquer um desses verbos ou desejos. Nesse sentido, empreender pode ser entendido como tirar uma ideia do papel e colocar as “mãos na massa” para executá-la.

O empreendedor é aquele que transforma seus sonhos em realidade e que não desiste de seus projetos.

" Empreendedores são indivíduos que apresentam características e competências para idealizar, sonhar, ousar, criar e conduzir um negócio com sustentabilidade, perenidade e lucratividade. É um indivíduo que munido de uma forma extraordinária que surge do seu interior, transforma pensamentos em ação e sonhos em realidade. E não desperdiça oportunidades." 
Fonte: DINIZ, sd.


Outro estudioso da área, José Dornelas, em seu livro Empreendedorismotransformando ideias em negócios, escrito em 2016, afirma que o empreendedorismo está relacionado com a criação de um novo negócio que envolve pessoas, processos e transforma ideias em oportunidades.

No passado, o empreendedor já foi visto como um grande influenciador da economia, introduzindo novos produtos e serviços no mercado e, consequentemente, criando novas formas de empresas, bem como oportunidades em momentos difíceis.


empreendedor é uma pessoa dinâmica, que sonha e realiza, tem um espírito revolucionário e ansiedade por colocar novas ideias em prática. Além disso, ele não tem medo de correr riscos e ir atrás de seus sonhos, pois tem, em sua essência, a criatividade e a usa para criar novas coisas.


É claro que também não podemos empreender de qualquer jeito, sem direção, ou seja, precisamos de um norte, de planejamento e necessitamos saber como as coisas devem ser feitas para que alcancemos o sucesso. É importante lembrar também que os empreendedores nem sempre vencem na primeira tentativa. Desse modo, errar, acertar e, principalmente, não desistir fazem parte do aprendizado do empreendedor.

Além disso, o empreendedor tem muitas responsabilidades, sendo que, se dedicar e investir na criação de novos negócios é uma delas. Gerar trabalhos, empregos e fazer a diferença são outras responsabilidades de igual importância.


O empreendedorismo é o resultado da ação do empreendedor. Em outras palavras, é aquilo colocado em prática que gera lucros e riquezas para a empresa e o país. A prática ficou conhecida em 1950 pelo economista francês Joseph Schumpeter, que classificava empreendedores como pessoas de sucesso por meio da criatividade e inovação. Deste modo, empreendedorismo deve ser considerado um dos principais fatores que desenvolvem economicamente uma nação.


Consideramos, assim, que o empreendedorismo é uma questão cultural, ou seja, é uma cultura passada de pai para filho. Portanto, se o pensamento do pai for negativo em relação ao processo de empreender, vendo a atividade como capitalista, nociva e gananciosa, os filhos terão a mesma imagem do empreendedorismo. E, por acharem que isto não é legal, não acharão importante empreender e irão buscar outras opções de trabalho.


Há autores que defendem que todos podem empreender, pois se trata de uma habilidade que pode ser desenvolvida, e não um traço de personalidade. Nesse sentido, pode-se usar como ferramenta de desenvolvimento a busca de conceitos e teorias, e não apenas se prevalecer da própria intuição e imaginação. É de extrema importância que o empreendedor, além de ter um sonho, busque condições para empreender, ou seja, adquira habilidades e competências básicas para se tornar um bom empreendedor. Essas primeiras definições nos levam a refletir que o empreendedorismo é:

Além disso, podemos falar em "iluminação divina", que não diz respeito a uma religião específica, mas sim à ligação com Deus, com o ético, o moral e o correto. Quando você faz as coisas certas, tudo começa a correr bem. Diante de tudo isso, surge uma pergunta: empreender é uma ciência, um dom ou uma arte?

Empreender é desenvolver o dom interior que se transforma na arte de criar, fazer e acontecer com ousadia, determinação, coragem, motivação e criatividade. Com a prática, o dom é desenvolvido e, assim, se transforma em arte.

Dessa forma, precisamos empreender em nossas vidas antes de empreendermos nos negócios, ou seja, é preciso olhar primeiro o que estamos fazendo, como administramos nossas finanças pessoais, nossos relacionamentos, nossa vida profissional, ter organização e planejamento antes de se aventurar no mundo dos negócios.

O estudioso Chiavenato, em seu livro Empreendedorismo, dando asas ao espírito empreendedor, publicado em 2008, nos mostra que o empreendedor faz coisas, tem sensibilidades diversas e consegue transformar ideias em realidade.

Na verdade, o empreendedor é a pessoa que consegue fazer as coisas acontecerem, pois é dotado de sensibilidade para os negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades. Com esse arsenal, transforma ideias em realidade para benefício próprio e para o benefício da comunidade. Por ter criatividade e um alto nível de energia, o empreendedor demonstra imaginação, perseverança, aspectos que, combinados adequadamente, o habilitam a transformar uma ideia simples e mal estruturada em algo concreto e bem-sucedido no mercado (p. 7).

A diferença do não empreendedor, nestes casos, é que ele não age, ou seja, só sonha e não tira seus sonhos do papel, não tem atitude. Muitas vezes, esse comportamento é caracterizado pelo medo.

O medo é um sentimento muito importante em nossas vidas, pois nos dá um senso de responsabilidade quanto àquilo que fazemos. Entretanto, não podemos deixar que esse sentimento nos domine, pois não conseguiremos fazer nada o que queremos, ou seja, iremos idealizar muito mais do que realizar.

O termo empreendedor vem da palavra francesa entrepreneur e significa aquele que assume riscos e faz algo novo. Muitos acreditam que não conseguem empreender por acreditarem que esse perfil corajoso e cheio de audácia é algo inato, ou seja, a pessoa nasce empreendedora. 

O estudioso Chiavenato, em sua obra Empreendedorismodando asas ao espírito empreendedor, publicada em 2008, afirma que “O empreendedorismo tem sua origem na reflexão de pensadores econômicos dos séculos XVIII e XIX, conhecidos como defensores do laissez-faire ou liberalismo econômico” (página 5).

Esse princípio defendia que as forças livres de mercado e da concorrência influenciavam a economia da região. E o empreendedorismo, ao trazer novos negócios, era visto como um grande impulsionador da economia.

Não só o Liberalismo estudou o empreendedorismo, mas também outras ciências, como a Sociologia, a Psicologia, a Antropologia, as Escolas dos economistas behavioristas e dos precursores da teoria de Traços da Personalidade.

O sociólogo Max Weber buscou analisar a economia e o empreendedorismo e desenvolveu a Teoria do Carisma. Essa teoria identificava um perfil especial de ser humano, que tinha seguidores exclusivamente pela sua personalidade extraordinária. Para Max, esse perfil apenas teria funcionado como um promotor de mudanças nos estágios iniciais da humanidade.

Em sua obra A ética protestante e o espírito do capitalismo, republicada em 1967, Weber traz duas visões sobre o empreendedor: a primeira com o foco no desenvolvimento do empreendedorismo depois da Reforma Protestante e a segunda enfatiza como a orientação da religião ajudou no desenvolvimento de uma atitude clara e positiva sobre ganhar dinheiro e o trabalho, dando ênfase para o assunto.

A psicologia realizou vários estudos sobre o perfil do empreendedorismo. Alguns dos estudiosos da época foram David McClelland, com a tese central sobre o empreendimento. Everett E. Hagen defendia que o empreendedor se formava a partir das necessidades dos locais onde crescem e vivem enquanto minorias na sociedade.

Todavia, entende-se que até hoje muitos estudiosos trabalham o tema de empreendedorismo, contribuindo para o conhecimento e interpretação do tema.


TIPOS DE EMPREENDEDORISMO


Já vimos que o empreendedorismo é um fenômeno muito importante em um país, pois é capaz de contribuir para o seu desenvolvimento, com o objetivo de melhorar a vida das pessoas que lá vivem.


O empreendedorismo é dividido em: 

SOCIAL DE ORIMEIRA ORDEM OU GRANDEZA: NÃO VISA O LUCRO
SOCIAL DE SEGUNDA ORDEM OU GRANDEZA: VISA O LUCRO
Primeiro setor-Estado;
2 setor-EMPRESAS DE FORMA GERAL
2,5 SETOR- EMPREENDEDORISMO SOCIAL QUE VISA O LUCRO
3 SETOR- Empresas sem fins lucrativos (ONGs e OSCIPs).

Dessa forma, o empreendedorismo social de primeira ordem ou grandeza tem o objetivo social de, por meio de recursos e investimentos, realizar sonhos sustentáveis para minimizar o sofrimento dos outros, dando aos que precisam uma oportunidade de mudar seu status quo e sua situação social.

O empreendedorismo social tem por base a responsabilidade social das empresas

No empreendedorismo de primeira ordem ou grandeza existe uma preocupação com o outro. Ele não visa o lucro, ou seja, é puramente social. 


O empreendedorismo exclusivamente social é um braço do empreendedorismo tradicional, do qual os empreendedores, em vez de trabalhar para criar uma empresa, objetivando vender produtos ou serviços, cujo foco principal seja gerar lucro para aumentar o patrimônio da corporação e gerar riqueza para o empreendedor, utilizam recursos financeiros, emocionais, criativos, inovadores, etc


O empreendedorismo exclusivamente social tem o objetivo de transformar a vida das pessoas por meio de ações inovadoras e sem contar com muitos recursos, apenas com ideias e vontade de melhorar a qualidade de vida de alguém ou de uma comunidade. Ele busca desenvolver soluções para diversos problemas sociais, econômicos, culturais, éticos, dentre outros.

Podemos classificar estes empreendimentos como Instituições sem Fins Lucrativos, como é o caso das ONGs e OSCIPs.

Os estudiosos Melo Neto e Froes, no livro Responsabilidade social e cidadania empresariala administração do terceiro setor, publicado em 2002, afirmam que o empreendedorismo social possui algumas características:


Neste sentido, podemos falar de várias ações desenvolvidas por pessoas para contribuir com a mudança de um lugar ou comunidade para melhor até se tornar uma política pública.

Como exemplo, podemos aprender com o modelo de empreendedorismo aplicado na Pastoral da Criança, que tinha como objetivo diminuir a mortalidade infantil por meio de visitas de voluntários às famílias carentes, orientando mães a cuidarem melhor de seus filhos. Foi um excelente trabalho realizado pela pediatra Dra. Zilda Arns Neumann.

O segundo modelo de empreendedorismo social, chamado de segunda ordem ou grandeza, também pode ser chamado de empreendimentos ou negócios sociais, empreendimentos ou negócios de impacto positivo ou empreendimentos ou negócios com causa.

O objetivo dos empreendimentos ou negócios sociais é auferir valiosa contribuição para a sociedade.

A empresa com finalidade lucrativa pode possuir, ao mesmo tempo, uma proposta de valor social voltada para oferecer produtos ou serviços demandados por determinado público-alvo, ou seja, o modelo de atuação é o mesmo, mas o cerne do negócio tem a ver com a resolução de um problema social: 


Dessa forma, a responsabilidade social deve ser percebida como o dever da organização em auxiliar a sociedade no alcance de seus objetivos, mostrando que não visa apenas explorar recursos econômicos e humanos, mas também contribuir com o desenvolvimento social.

Sendo assim, o simples fato de abrir uma empresa e torná-la lucrativa faz parte de uma responsabilidade social. O comprometimento da empresa em ter um bom desempenho econômico deve ser a sua primeira responsabilidade social. 

Assim, notamos que a responsabilidade social corporativa demonstra o impacto de suas ações em todos na organização, clientes, funcionários, acionistas, fornecedores, concorrentes, dentre outros.

Além disso, a responsabilidade social assumida de forma consistente e inteligente pela empresa pode contribuir de forma decisiva para a sustentabilidade e o desempenho empresarial. A busca pelo retorno financeiro das empresas não deve inibir que ela atue com responsabilidade social naquilo que ela faça e que gere valor para a população, visando o bem-estar da sociedade.

Em outras palavras, a busca por lucros não impede que o empreendimento social vise o bem-estar da sociedade, pois essa pode ser a própria essência do empreendimento.

Este tipo de empreendedorismo tem o objetivo de impulsionar a empresa para impactar de forma positiva na vida das pessoas para que a comunidade e o ambiente no qual a empresa está inserida tenham uma melhor qualidade de vida, oferecendo valiosa contribuição para a sociedade onde atua.


Inicialmente, ele pensa em formas de sustentar e oferecer lucros para a empresa por meio da venda de produtos e serviços, uma vez que ela não possui nenhum patrocínio ou doações para seu projeto de empreendedorismo social. Posteriormente, desenvolve ações com o objetivo de gerar valores sociais.


O empreendedorismo de segunda ordem ou grandeza começa a partir da criação de uma empresa que tem finalidade lucrativa, mas possui uma proposta de valor que pensa na comunidade, com o objetivo de melhorar sua qualidade de vida e procurando realizar, se possível, uma transformação social.


O modelo de atuação dos dois tipos de empreendedorismo social não é o mesmo, mas a parte central do negócio está voltada para uma resolução de algum problema social, como educação, saúde, segurança, moradia, dentre outros.


Deste modo, podemos analisar o exemplo do grupo Ser Educacional, que está sediado em Recife e é mantenedor, além da UNINASSAU, de outras quatro Instituições de Ensino – UNINABUCO, UNAMA, UNIVERITAS e UNIVERITAS/UNG. Atualmente, a empresa está entre os seis maiores grupos educacionais do Brasil, sendo o maior do Norte e no Nordeste.


grupo Ser Educacional realiza um trabalho eficiente e de qualidade no campo educacional, promovendo aos seus alunos maior desenvolvimento cultural e profissional.


CURIOSIDADE

O grupo Ser Educacional é um dos maiores grupos de ensino superior do Brasil. De acordo com o Anuário Época Negócios 360° Melhores Empresas do Brasil 2018, a instituição de ensino está entre as melhores empresas de educação do país, com 3ª posição no segmento de sustentabilidade devido às melhorias no consumo de energia elétrica e água. Além disso, a instituição obteve destaque em outros projetos relacionados ao impacto pós-consumo, plano de descarte consciente e reciclagem. 

"O desenvolvimento sustentável é uma das questões mais pertinentes no mundo contemporâneo. Esse tipo de ação empreendedora pode trazer impactos positivos sobre um problema social e, ao mesmo tempo, pode sustentar e desenvolver tanto uma empresa quanto a comunidade. 

Isso quer dizer que o empreendedorismo sustentável tem foco na preservação da natureza, ou seja, a vida. Suas ações também impactam a comunidade, buscando uma vida mais sustentável por meio de produtos, processos e serviços, com o objetivo de gerar ganhos.


Um dos exemplos que podemos referenciar é a Natura: por meio da sustentabilidade e preocupação com a natureza, a empresa possui linhas de produtos de cosméticos ecológicos, como é o caso da linha Ekos Natura. Além disso, ela faz questão de divulgar que não realiza testes em animais.


Esse tipo de posicionamento da empresa fortalece sua marca e promove maior credibilidade em seus produtos, atraindo mais clientes e maior competitividade.


empreendedor e o intraempreendedor têm o objetivo fazer a diferença, revolucionar e enxergar o futuro como ninguém. Todavia, o segundo está dentro de uma empresa e executa mudanças e inovações em produtos e serviços, maximizando a lucratividade da organização.

No caso do empreendedor, temos o perfil daquele que cria o seu próprio negócio, buscando se diferenciar dos produtos e serviços já existentes, trazendo novidades e benefícios para a sociedade e, consequentemente, lucro para a sua empresa. Para isso, ele detecta uma oportunidade e cria, correndo riscos que devem ser calculados. Na verdade, o empreendedor corre riscos para conseguir realizar seus sonhos e atingir seus objetivos. Desta forma, é possível identificar facilmente um empreendedor quando identificamos algumas características, pensadas pelo estudioso Dornelas em seu livro Empreendedorismotransformando ideias em negócios, publicado em 2016: 


Além disso, também existe o empreendedor revolucionário, que é aquele que cria novos mercados, como foi o caso de Bill Gates, criador da Microsoft. Entretanto, a maioria dos empreendedores empreendem em negócios já existentes, proporcionando êxito e sucesso.

Uma característica importante de pessoas empreendedoras é que elas vivem "sempre no futuro", usando o presente como ferramenta para o seu futuro. Esta visão de negócios é o que irá impulsionar a empresa até onde o empreendedor deseja chegar.

Desse modo, o empreendedor acompanha atentamente as tendências e os ciclos de negócios no ambiente macroeconômico, prevendo ciclos favoráveis e minimizando as surpresas, permanecendo conectado às fontes de relacionamentos diretos e indiretos no seu ramo de negócios.


Dessa forma, intraempreendedorismo é a ação empreendedora interna na empresa. Os colaboradores que atuam para empreender dentro da organização são chamados de intraempreendedores e fazem parte do processo de empreendedorismo interno. Atualmente, é levado tanto em consideração a manutenção do capital intelectual nas organizações, pois este capital é base essencial para a sobrevivência da empresa, sustentabilidade e rentabilidade. Com ele, é possível o desenvolvimento de metodologias, produtos e serviços que tragam maior competitividade para a organização e, consequentemente, o aumento do market share (participação de mercado).

O intraemprededorismo deve ser considerado uma modalidade do empreendedorismo.


Consiste numa atuação empreendedora dos colaboradores da empresa, realizada no ambiente interno da instituição de forma criativa e inovadora com o intuito de criar não apenas novos negócios, mas sobretudo outras atividades e orientações inovadoras, como desenvolvimento de novos produtos, serviços, tecnologias, técnicas administrativas, estratégias e posturas competitivas.

Fonte: DINIZ, sd.

Trata-se de uma atuação proativa que vem se tornando cada vez mais comum dentro das organizações que buscam pela competitividade. Com esse objetivo, as empresas permitem que seus colaboradores intraempreendedores tenham uma análise do cenário em que atuam e possam criar e desenvolver produtos e serviços que melhor respondam, de forma eficiente e rápida, às necessidades e demandas do mercado.

Os intraempreendedores, por outro lado, não precisam se preocupar ou temer em apresentar suas ideias para seus superiores, pois a cultura da empresa empreendedora está voltada para a busca de melhoria contínua e, consequentemente, melhores negócios para a organização.

As características do intraempreendedor são as mesmas do empreendedor: ousadiaatenção às novas ideiascriatividade, inovaçãodeterminaçãodedicaçãopersistênciaautoconfiançaotimismoproatividadepaixão pelo que se fazresiliência, dentre outras.

Muitas organizações têm demonstrado um interesse cada vez maior pelo perfil intraempreendedor de seus colaboradores. Isso ocorre porque os indivíduos intraempreendedores desejam, com uma certa frequência, criar sempre algo novo, gerando vantagem competitiva e competitividade. Além de criar algo novo, eles querem assumir responsabilidades e têm uma necessidade de liberdade dentro do ambiente de trabalho.


Portanto, para que as empresas estimulem este perfil dentro de seu ambiente de trabalho, devem ter uma cultura desenvolvida para este objetivo, permitindo que seus colaboradores possam ousar mais, criar mais e visualizarem seu trabalho como se fosse seu próprio negócio. Caso contrário, esses indivíduos se sentirão frustrados e desmotivados, baixando o índice de produtividade ou até mesmo buscando emprego em outras organizações.


Essa nova busca de significado e a impaciência relacionada vem causando um descontentamento sem precedentes nas organizações estruturadas. Quando o significado não é encontrado dentro da organização, os indivíduos procuram uma instituição que o ofereça (HISRICH; PETERS; SHEPERD, 2014, p. 118).


O empreendedorismo corporativo vem para estimular seus colaboradores a serem intraempreendedores ou até mesmo para identificar tais características nos colaboradores da organização que possuem necessidade e desejo de mudar as coisas na empresa, seja produtos ou processos. 


O empreendedorismo dentro das organizações se reflete mais nas atividades empreendedoras, como por orientações vindas da alta administração.


Os autores Hisrich, Peters e Sheperd, que escreveram e publicaram o livro Empreendedorismo em 2014, afirmam que empreender consiste nos quatro elementos-chave: novo empreendimento, espírito de inovação, autorrenovação e proatividade.


NOVOEMPREENDIMENTO: Está relacionado à criação de um novo negócio dentro da empresa. Pode ser realizado por meio da redefinição de produtos e serviços ofertados pela organização;


ESPIRITO: Utiliza a inovação tecnológica para inovar produtos e serviços ofertados pela empresa, aperfeiçoando seus métodos e procedimentos em busca de mais qualidade;


AUTORRENOVAÇÃO: Relacionado à renovação organizacional, por meio de novas ideias da empresa, como uma nova estratégia, novos conceitos, mudanças;


PROATIVIDADE: Está relacionada à ação, aceitar riscos, ser ousado e competitivo.


Percebemos que para ser empreendedor é preciso ter disposição e boa percepção das coisas que acontecem ao nosso redor, no intuito de criar algo novo e ter lucratividade a partir deste projeto.As empresas já existentes também podem ser empreendedoras e buscar novas oportunidades, se renovando sempre. Para que isto aconteça, seus administradores precisam ter o controle da organização e criar ambientes que encorajem seus colaboradores a empreender, ou seja, a se tornarem intraempreendedores. Precisam criar uma cultura empreendedora, voltada para promover esses tipos de comportamento, dando oportunidade para seus colaboradores manifestarem suas ideias.


A estratégia da empresa deve estar voltada para a busca de oportunidades, não apenas pensar no futuro, mas analisar as situações que acontecem no presente e projetar cenários futuros. Isso demonstra a atitude e posicionamento da organização frente às inovações que acontecem.


As empresas administradas de forma empreendedora são facilmente identificadas e demonstram seu diferencial competitivo frente às organizações tradicionais. Elas possuem uma orientação empreendedora e conseguem enxergar as oportunidades mesmo quando outras empresas só enxergam crise.


As empresas empreendedoras possuem muitas características importantes que as tornam diferentes, como possuir uma boa rede de comunicação interna e externa, ou seja, além de boa comunicação com seus funcionários na empresa, também é bem relacionada com seus fornecedores, clientes, concorrentes, dentre outros.


O empreendedorismo corporativo vem para estimular seus colaboradores a serem intraempreendedores ou até mesmo para identificar tais características nos colaboradores da organização que possuem necessidade e desejo de mudar as coisas na empresa, seja produtos ou processos.  


Já nas empresas mais tradicionais, percebe-se uma hierarquia mais formalizada e inflexível, sendo a empresa mais burocrática e com uma cultura mais engessada. A rotina é evidente em todos os processos. Não conseguem responder com rapidez às demandas geradas pelo mercado, mas são mais eficientes do que inovadoras à sua maneira.

Quando falamos das empresas empreendedoras, identificamos dentro dela o perfil de intraempreendedores que representam um novo valor para a organização, ou seja, essas pessoas promovem novo comportamento, trazem o “novo” para a organização, novas ideias, novas formas de ver e fazer as coisas acontecerem.


É fácil identificarmos, na empresa tradicional, recompensas voltadas apenas para gerência e alguns cargos de responsabilidade. Esse comportamento não promove um ambiente empreendedor, tampouco estimula seus funcionários a trazerem algo novo para a empresa, pois o mérito é sempre o da hierarquia.

Dentro das organizações mais tradicionais, hierarquias rígidas com muitos cargos acabam promovendo o medo das pessoas em desenvolver novas ideias. Desse modo, elas acabam se conformando com que já existe e realizam suas funções, mesmo contrariadas ou insatisfeitas. Esse é um ponto negativo para organizações com este perfil, pois o nível de produtividade é baixa.

Algumas características do empreendedor e do intraempreendedor podem ser vistas no Quadro 2.


Não existem diferenças entre o perfil do empreendedor e do intraempreendedor, o que difere é o ambiente no qual eles atuam. Dessa forma, o empreendedor atua para o desenvolvimento de sua empresa e o intraempreendedor para o desenvolvimento da empresa de outra pessoa.


O empreendedor é aquele que deseja ter seu próprio negócio, se reinventar, contribuir com a sociedade, criar algo que traga benefícios às pessoas que utilizam seus produtos e serviços. O intraempreendedor, por sua vez, também possui as mesmas características, mas está realizando atividades dentro da empresa de outra pessoa.


As vantagens de ser dono do próprio negócio é que você mesmo pode ditar as regras, tomar decisões importantes e assumir riscos. Em outras palavras, você é o seu próprio patrão e pode aumentar ou não os rendimentos de sua empresa conforme sua administração. O empreendedor tem liberdade, não tanto em relação às regras de uma empresa, mas liberdade para agir e colocar em prática seus sonhos, testar suas competências e habilidades e não se limitar. Alguns acham que o empreendedor está preso à empresa, mas isto não é verdade. Na realidade, trata-se de um ponto de vista distorcido. 


O empreendedorismo te prende, mas a diferença é que ele te prende naquilo que é seu, naquilo que você ama. Ora, amigos, para mim, a prisão do empreendedorismo é temporária. Você se prende no início para posteriormente conquistar a sua verdadeira liberdade pessoal e financeira.


O intraempreendedor, por sua vez, não precisa assumir os mesmos riscos que o empreendedor. Ele tem seu salário e benefícios garantidos no final do mês e pode mudar de empresa se quiser. Entretanto, ele tem que possuir muita persuasão para convencer o dono da empresa de suas ideias. Vai precisar se conformar em aceitar regras, burocracias impostas pela organização em que trabalha e vai sempre depender da aprovação de alguém, ou melhor dizendo, do dono da empresa.


Para ser empreendedor, é preciso motivação. A motivação surge internamente, ou seja, é de cada pessoa. Refere-se à forma como as pessoas sentem e têm vontade de realizar coisas. É inexplicável, pois relaciona-se com as necessidades internas de cada um, proporcionando uma sensação de prazer e bem-estar pessoal, tanto emocional quanto espiritual.

A motivação acrescenta sentido e significado ao que se quer fazer. Torna mais fácil encarar os obstáculos e dificuldades, transformando-os em oportunidades geradoras de negócio e lucratividade. Aumenta o nível de resiliência, persistência e toda dedicação que ele terá para realizar seu objetivo com paixão.

É algo que impele o comportamento e a ação, além de toda euforia, alegria e esforço que traz ao empreendedor ao se criar um novo empreendimento. Também causa satisfação pelas perspectivas, visão de futuro e o compartilhamento do novo negócio entre amigos e familiares.


Não é difícil encontrarmos empreendedores que, ao serem questionados qual o motivo da criação de suas empresas, respondem: “não sei, foi por acaso, de repente tive que abrir uma empresa”. 

Podemos entender que essa situação pode ser advinda de muitos fatores internos ou externos. Por exemplo, uma pessoa que perdeu seu emprego e que precisou montar um negócio para sobreviver, ou até mesmo aquele que, por influência dos pais, familiares ou amigos, optou por abrir uma empresa, empregando aquilo que ele faz de melhor. Há também os insatisfeitos com seu trabalho e querem trocar de profissões e até mesmo aqueles que, ao buscarem conhecimento, despertaram a visão para uma nova oportunidade de “ganhar dinheiro”.


Quando o assunto é inovação, o processo de empreender é voltado para o termo de inovação tecnológica. Nesse caso, as inovações tecnológicas têm sido um grande diferencial, influenciando o desenvolvimento econômico mundial. Para entender melhor este cenário, o autor sugere a análise dos fatores explicitados no Diagrama 1.


O estudioso Chiavenato, que escreveu o livro Empreendedorismo, dando asas ao espírito empreendedor em 2008, afirma que o empreendedor precisa possuir três características básicas: necessidade de realização, disposição para assumir riscos e autoconfiança.


1. Necessidade de realização

Refere-se à necessidade que faz com que a pessoa coloque em prática seu sonho e se realize. Essa intensidade muda de pessoa para outra. Às vezes, quando criança, alguns empreendedores já conseguem demonstrar esta característica.

Tal prática tem gerado um impacto positivo para os doimres


2. Disposição para assumir riscos

Relaciona-se com não ter medo de enfrentar os obstáculos e os desafios, além de apostar em suas ideias, correndo o risco para que elas se tornem realidade. Entretanto, o empreendedor deve ter em mente que não se deve assumir altos riscos sozinho, ou seja, os riscos podem ser compartilhados.


e

3. Autoconfiança

Enxergar os desafios como oportunidades e acreditar que eles podem dar certo.

colaborador, pois faz com que os intraempreendedores sejaEm primeiro lugar, é importante saber as razões pelas quais as pessoas se engajam em um negócio. Essas razões podem ser muitas, e é preciso entender como cada uma delas motiva o comportamento empreendedor.


O empreendedor, antes de iniciar seus negócios, também precisa ter vontade de trabalhar durosaber se comunicar e ser organizado, ter orgulho daquilo que faz e, consequentemente, possuir e manter boas relações, assumir desafios calculáveis e saber toWmar decisões. Precisa trabalhar com metas e fazer de tudo para alcançá-las. Isso exige muita dedicação, concentração, busca de informações, planejamento, flexibilidade, dentre outros.

Como já falamos anteriormente, algumas características dos empreendedores não são inatas e nem inerentes, ou seja, podem ser desenvolvidas e adquiridas. Tais características são inúmeras, como ousadia, atenção às novas ideias, criatividade, inovação, determinação, autoconfiança, persistência, motivação, dentre outras.

O empreendedor tem como parâmetro seguir aquilo que ele acredita ser uma oportunidade de negócio. Como as oportunidades são um conjunto de fontes de incerteza, os empreendedores precisam ter um discernimento para analisá-las e decidir se querem correr o risco e apostar no que acreditam que pode dar certo.


No entanto, a dúvida e o medo podem atrapalhar o empreendedor na análise de uma grande oportunidade. Por isso, ele precisa de outras ferramentas que o auxiliem na decisão, como informações sobre mercado, o produto ou serviço, identificar quais são os clientes potenciais, valor inicial de investimento, em quanto tempo será ROI (retorno sobre o investimento), dentre outros.


Alguns autores afirmam que o empreendedor pensa de modo diferente das outras pessoas, ou seja, de acordo com uma situação, ele pode raciocinar de forma diferente dentro de um ambiente de decisões.

O empreendedor não tem medo de tomar decisões em situações inseguras, com riscos, pressões, incertezas. Este comportamento está na alma do empreendedor, como se ele quisesse pagar para ver o que vai acontecer, e o seu sentimento é de motivação e positividade, ele anseia por algo novo. Portanto, o empreendedor é uma pessoa que também investe em emoções e as utiliza na tomada de decisões e desenvolvimento de seus projetos.


Nem todos pensam desta forma. Muitos, em momentos de crise, preferem desistir, “não trocar o certo pelo duvidoso”, optam pelo “pingar do que secar” e acabam por continuar na zona de conforto. A mudança incomoda,  faz com que você encontre novas formas de fazer aquilo que estava fazendo, mas nem todos gostam de mudança.


Os empreendedores são dinâmicos, flexíveis, engajados, determinados, persistentes, características que influenciam diretamente na tomada de decisão. Possuem uma mentalidade empreendedora.


Dessa forma, a mentalidade empreendedora faz com que o empreendedor tenha capacidade de detectar, agir e se movimentar, mesmo sob incertezas.


DIFERENÇAS E SIMILARIDADES ENTRE O EMPREENDEDOR E O EXECUTIVO NÃO EMPREENDEDOR


Muito se estuda sobre o assunto para entender quais são as características e comportamentos que diferem um perfil do outro, ou seja, o que o empreendedor tem que o administrador não tem e vice-versa.


EMPREENDEDOR: Sonha e coloca muita determinação para transformar seu sonho em uma realidade que, inclusive, possa trazer lucratividade. Além disso, ele estabelece metas, tem disciplinas para atingir seu objetivo e muito trabalho. É visionário, corre riscos e acredita em seu projeto;


NÃO EMPREENDEDOR: Ele sonha, mas não age. Permanece sempre sonhando. Tem medo, falta coragem e não toma iniciativa. O não empreendedor vive sempre no presente, seguindo as regras do passado, e acaba por não pensar no futuro.


Alguns estudos classificam que o administrador dentro da empresa tem o papel de administrar, planejar, organizar, dirigir, controlar, dentre outros. Esses estudos estão embasados no conceito de administração científica, ou seja, nos princípios da administração de Henry Ford, que falava sobre a arte de administrar. 


Nesse sentido, os administradores se diferem em dois aspectos: nível da hierarquia em que ocupam, o que proporciona um nível de responsabilidade conforme o cargo, e o conhecimento que detêm para exercerem suas funções.


O administrador também tem uma visão de trabalho gerencial focado nos papéis dos gerentes, que variam conforme cada organização. Esses papéis se referem ao posicionamento interpessoal do administrador e requerem habilidades como liderança, se referem aos contextos informacionais e aos papéis decisórios na empresa. 


O administrador também assume papéis em grupos sociais, ou seja, precisa ser bom orador e intermediador.


De acordo com a abordagem referente às atividades do administrador, no que diz respeito ao uso do processo de pessoalidade e relacionamento pessoal, o administrador deve ter uma postura relativamente fraca, podendo ser forte quando se trata do foco na empresa e ações conjuntas, bem como na utilização da hierarquia.


O empreendedor de sucesso possui características extras, pensadas inicialmente por Dornelas em seu livro Empreendedorismo: transformando ideias em negócios, publicado em 2016. Essas características podem ser vistas no Quadro 4. 


O administrador também assume papéis em grupos sociais, ou seja, precisa ser bom orador e intermediador.


De acordo com a abordagem referente às atividades do administrador, no que diz respeito ao uso do processo de pessoalidade e relacionamento pessoal, o administrador deve ter uma postura relativamente fraca, podendo ser forte quando se trata do foco na empresa e ações conjuntas, bem como na utilização da hierarquia.


O empreendedor de sucesso possui características extras, pensadas inicialmente por Dornelas em seu livro Empreendedorismo: transformando ideias em negócios, publicado em 2016. Essas características podem ser vistas no Quadro 4. 


Muitos estudos revelam que existem muitos pontos em comum entre o administrador e o empreendedor, pois o empreendedor é um administrador. Todavia, o empreendedor é menos limitado e mais visionário do que o administrador.


Mesmo com essas diferenças entre o empreendedor e o executivo não empreendedor, é importante frisar que muitos executivos também são empreendedores, mesmo exercendo a função de executivos. 


As diferenças entre empreendedor e administrativo podem ser comparadas em cinco dimensões distintas de negócio: orientação estratégica, análise das oportunidades, comprometimento dos recursos, controle dos recursos e estrutura gerencial, em que o administrador fica voltado para a organização de recursos e o empreendedor fica voltado para a definição de contextos.


Outro diferencial é que o empreendedor conhece muito sobre o seu negócio, muito mais do que um administrador que está administrando uma empresa de outra pessoa. Para adquirir esse conhecimento, é preciso tempo e experiência. No entanto, são fatores-chave para que uma empresa não entre em falência com poucos anos de vida.


Há, ainda, alguns mitos sobre o assunto. Esses mitos foram abordados por Dornelas em seu livro Empreendedorismo: transformando ideias em negócios, publicado em 2016: 


MITO 1: Empreendedores são natos, nascem para o sucesso.

Realidade: empreendedores acumulam, com o passar dos anos, conhecimentos, habilidades e experiências que podem ser desenvolvidas e adquiridas;


MITO 2: Empreendedores são “jogadores” que assumem riscos altíssimos.

Realidade: assumem riscos calculados, evitando riscos desnecessários;


MITO 3: Empreendedores são “lobos solitários” e não conseguem trabalhar em equipe.

Realidade: são ótimos líderes de equipes, promovem excelentes relacionamentos, tanto internos quanto externos (colegas, clientes, fornecedores, entre outros). São grandes negociadores.


Nosso país tem histórias de grandes empreendedores que tiveram uma ideia, colocaram seu sonho em prática e acreditaram que podia dar certo. Nem sempre o sonho do empreendedor dá certo na primeira tentativa. Muitas vezes, ele coloca em prática e vai aprimorando suas técnicas por meio de conhecimentos. Existem muitas empresas que começaram do nada, de um sonho, em pequenos lugares e hoje são potências internacionais, como o empreendedor Bill Gates, que iniciou sua empresa Microsoft em uma pequena garagem. 


Ao buscar conhecimento sobre seu próprio negócio, o empreendedor está buscando ser um empresário de sucesso. O conhecimento é um parceiro constante do empreendedor, que o ajudará a gerar riquezas para si e para o país.


Além disso, muitas universidades e escolas técnicas disponibilizam cursos sobre empreendedorismo para pessoas que querem desenvolver e aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto. Entretanto, é preciso ficar atento ao que essas instituições ensinam para ver se o conhecimento está realmente alinhado ao propósito de desenvolver empreendedores.


No Quadro 6, idealizado por Dornelas, estudioso e autor do livro Empreendedorismo: transformando ideias em negócios, publicado em 2016, é possível ver a classificação das habilidades requeridas de um empreendedor. 


UNIDADE 2

O tema globalização, embora pareça novo, é um processo antigo. Não conseguimos precisamente definir o seu início, entretanto, quando falamos das trocas de bens e serviços no início da produção e da moeda, estamos falando de globalização.

Se formos mais atrás na história e mencionarmos o processo de migração de pessoas, estamos falando de um movimento que contribuiu para o processo de globalização. Nesse sentido, podemos aproximar o processo da globalização com o rompimento de fronteiras, processo no qual as pessoas ganham maior proximidade e conseguem fazer negócios ou criar relacionamentos.

Com o tempo, a globalização, em parceria com a tecnologia, foi tomando novos formatos. À medida que as nações iam se relacionando e se desenvolvendo, vivenciavam um processo de globalização. Outro fator importante foi a criação de empresas multinacionais, que romperam fronteiras e conseguiram importar ou exportar mercadorias para outros países que não fosse o seu e, assim, trabalhar com novos mercados.

Dessa forma, o comércio internacional tem crescido ao longo dos tempos, isso porque as facilidades de comunicação, transportes e investimentos acabam promovendo o setor e realizando a globalização dos países envolvidos.

Os blocos econômicos surgiram com o objetivo de incentivar o relacionamento comercial entre seus países membros e, por outro lado, acabaram restringindo a negociação com outros países que estavam fora dele, tais como Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), Mercado Comum do Sul (Mercosul), Mercado Comum Árabe (MCA), Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS), dentre outros.

A inovação tecnológica quebrou a distância entre países e pessoas, assim como promoveu a diminuição de custos com transportes e ligações de telefones celulares, contribuindo para a globalização.

O estudioso Lacombe, em seu livro Administração fácil,  publicado em 2011, defende que a globalização dá ênfase aos:

ASPECTOS COMERCIAIS E CONOMICOS
PERMEADNDO TODAS AS ATIVIDADES HUMANAS
INFLUINDO NAS CULTURAS, COMPORTAMENTOS E VALORES DE TODOS OS POVOS

Vejamos o que o autor tem a dizer sobre o assunto:

[...] integração crescente de todos os mercados (financeiros, de produtos, serviços, mão de obra, etc.), bem como dos meios de comunicação e de transportes de todos os países do planeta. Também é o processo em que a vida social nas sociedades sofre influência cada vez maiores de todos os países, incluindo os aspectos políticos, econômicos, culturais, artísticos, moda, meios de comunicação, etc (p. 213).

Sendo assim, a importância da globalização para o desenvolvimento de um país, das pessoas e, inclusive, para a contribuição da sua cultura é primordial.

GLOBALIZAÇÃO EMPRESARIAL

No desenvolvimento da globalização, o que pode ter maior promoção lucrativa para as organizações é a quebra de barreiras para criar negócios com públicos distantes. 

Além disso, alguns estudos revelam que a globalização empresarial pode ser dividida em quatro possibilidades:

Entendendo cada uma das possibilidades, fica mais claro para o empreendedor definir sua estratégia e orientar seu planejamento estratégico.

A globalização pode proporcionar muitas vantagens. Com a quebra de barreiras que minimizam a distância entre pessoas e empresas, por exemplo, é possível realizar negócios mais dinâmicos e lucrativos para todos os envolvidos.

Algumas das vantagens são:

LIVRE COMÉRCIO DE MERCADORIAS: Favorece a comercialização e o conhecimento da empresa e seu portfólio, estimula a competição por mercado com produtos de qualidade e promove a satisfação do consumidor;

LIVRE FLUXO DE RECURSOS FINANCEIROS: Os recursos são direcionados para os lugares de mais necessidade, sem barreiras. Além disso, quando bem captados; ajudam a desenvolver os países mais necessitados;

AUMENTO DE FLUXO DE INFORMAÇÕES: Possibilidade de ter acesso a todos os dados e informações necessárias para que a empresa possa desenvolver estratégias de mercado que viabilizem seus objetivos.

Entretanto, ela pode trazer também alguns riscos, caso os envolvidos não estejam atentos, tais como:

Livre fluxo de recursos financeiros
Aumento das especulações influenciam no risco da economia de um país e, consequentemente, influencia nas decisões da empresa quanto à atuação e investimento;

Diminuição da soberania dos países
Países em blocos econômicos devem seguir regras elaboradas conjuntamente com outros países e isso, às vezes, influencia na sua soberania, pois são obrigados a seguir os tratados internacionais;

Velocidades diferentes da globalização
Diferenças de velocidade entre os planos financeiro, com transações rápidas e dinâmicas, econômico, com integração realizada a partir dos blocos econômicos, político, com a globalização ainda mais atrasada, e social;

Empobrecimento cultural
A globalização cria a exclusão de culturas, costumes locais e regiões, prevalecendo uma cultura global e homogeneizada;

Riscos da padronização
Padronizar produtos e serviços dependente das culturas, costumes, hábitos, etc.

Percebemos, desse modo, que a globalização é um processo inevitável e transformador. Do ponto de vista financeiro, é possível perceber que a globalização promove transações rápidas e dinâmicas, além do surgimento de novos produtos no setor. 

Para o setor produtivo das organizações, a globalização foi um avanço, uma vez que ela promove a competitividade entre as empresas e, consequentemente, melhora a qualidade de seus produtos e serviços, aumentando a participação de mercado e explorando novos segmentos e públicos. 

Todavia, ao olharmos para outros fatores, como o político e o social, conseguimos perceber uma diferença que a globalização ainda não pode solucionar. Muitos não têm acesso a ferramentas importantes que promovem a globalização e o setor político, por exemplo, que ainda é muito burocratizado e não consegue atender as demandas da sociedade.

PAPEL DO EMPREENDEDOR E DO INTRAEMPREENDEDOR NA GLOBALIZAÇÃO

O cenário da globalização pode ser muito motivador e desafiante para o empreendedor e o intraempreendedor.

Em relação às influências da globalização no setor financeiro e produtivo, o empreendedor tem papel fundamental em analisar os acontecimentos e tendências, olhando para as oportunidades e transformando-as em negócios geradores de lucro.

Elas são vistas com uma importância extrema para o desenvolvimento das empresas, que gerarão empregos nos locais onde estiverem inseridas.

Em sua visão, o empreendedor tem um sonho e direciona todas as suas forças para realizá-lo com o apoio da educação, do trabalho e da resiliência, sempre com muita ética.

Já o intraempreendedor, quando dentro de uma organização, auxilia a empresa a empreender quando percebe oportunidades e busca desenvolver negócios lucrativos a partir delas para a organização. Para isso, ele precisa olhar “o mundo lá fora” e coletar informações sobre clientes, mercado, produtos, concorrentes, fornecedores, dentre outros.

sse tipo de ação permite que a empresa se reinvente por meio de novos produtos e serviços que atendam de forma rápida e efetiva as demandas e necessidades de um determinado público-alvo. 

Destaco o importante papel do intraempreendedor dentro das organizações para que elas sejam sustentáveis e tenham competitividade. Sendo assim, o intraempreendedor possui um papel imprescindível para o crescimento e a sustentabilidade das empresas.

Quando a empresa tem um intraempreendedor trabalhando para que ela seja inovadora no mercado, ela ganha maior evidência se comparada com as demais de seu segmento. Isto permite maior credibilidade e o fortalecimento de sua marca. O empreendedor, por sua vez, realizando o mesmo papel com sua empresa, conseguirá os mesmos objetivos, permitindo que a organização tenha maior competitividade por meio de uma vantagem competitiva, ou seja, o seu diferencial. Chamamos este tipo de ação de estratégia empreendedora.

EXEMPLIFICANDO

A Gol Transportes Aéreos revolucionou o mercado aéreo nacional com uma estratégia empreendedora quando optou por trabalhar com o conceito de baixo custo e tarifa baixa (low cost), modelo que ainda não era usado no Brasil. Para que isto fosse possível, deveria ter um custo mais baixo e desenvolveu muitas estratégias para reduzir seu custo, como voos fretados. Ganhou reconhecimento nacional e,

atualmente, é uma das maiores empresas de transportes da América Latina, transportando mais de 75 milhões de passageiros por ano com domínio de 40% do mercado doméstico nacional.

As empresas que trabalham com uma estratégia empreendedora usam a inovação para trazerem produtos e serviços diferentes ao mercado e acabam tendo maior visibilidade.

Por mais que o Brasil seja um dos maiores países voltados para o empreendedorismo, empreender no país é algo desafiador e extremamente difícil por vários motivos, tais como mão de obra desqualificada, maior carga tributária do mundo, maiores taxas de juros, ser um dos países mais corruptos e extremamente burocrático, dentre outros.

Além disso, há no país uma atenção especial para o tema empreendedorismo no que diz respeito à criação de pequenas empresas duradouras e a necessidade de diminuir a taxa de mortalidade dessas empresas. Isso porque: 

Muitos fatores influenciam diretamente esse problema, principalmente no que se diz a respeito à economia do país. Outros fatores importantes são a globalização, a necessidade de inovação para ter competitividade, a necessidade de investir na empresa para ela se manter no mercado, dentre outros.

Ainda, segundo pesquisas do Sebrae realizadas entre 2016 e 2017, o empreendedorismo no Brasil é exercido de forma atabalhoada, ou seja, sem qualquer critério, disciplina ou responsabilidade social. Atualmente, existem 52 milhões de pessoas que possuem seu próprio negócio no país. Dentro dos BRICS econômico (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o país ocupa o ranking do primeiro lugar.

Dessa forma, o empreendedorismo é um fator importante para o desenvolvimento de um país, para geração de riquezas, empregos e, consequentemente, contribui para o desenvolvimento como principal promotor do avanço econômico e social.

Em 2017, o projeto Global Entrepreneurship Monitor – GEM, com o apoio do Sebrae, criou um relatório com o resultado de suas pesquisas referentes ao empreendedorismo no Brasil. Para entendermos seu resultado, é importante conhecermos a classificação dos empreendedores dentro da pesquisa.

NASCENTES: Indivíduos dono de um negócio que ainda está começando e não pagou salários ou qualquer outra forma de remuneração aos donos por mais de três meses;

NOVO: São donos de empreendimentos que já conseguiram remunerar de alguma forma o proprietário por um período superior a três meses e inferior a 42 meses, ou seja, 3,5 anos;

ESTABELECIDOS OU CONSOLIDADOS: São donos de empreendimentos que conseguem remunerar seus proprietários com um período superior a 42 meses.

Tanto os empreendedores nascentes como os novos são considerados empreendedores iniciais.

A Tabela 1 nos informa que, entre os empreendedores brasileiros de 18 e 64 anos, 36,4% possuem um negócio próprio. Os novos empreendedores representam 16,3%, os iniciantes ou nascentes representam 4,4% e, por fim, os já estabelecidos, representam o total de 16,5%.

A taxa de sobrevivência das empresas é influenciada pelos desafios vivenciados. Todavia, segundo pesquisa do GEM, houve uma alteração nos percentuais das empresas com dois anos de vida.

O Gráfico 1 mostra que 76,6% das empresas brasileiras criadas em 2012 sobreviveram por até dois anos. Como é possível observar no gráfico, foi a maior taxa de sobrevivência de empresas com até dois anos no período de 2008 a 2012.

A pesquisa também nos apresenta dados referentes à taxa de mortalidade, ou seja, empresas que abrem e não conseguem sobreviver mais de dois anos de existência, conforme mostra Gráfico 2.

A taxa de mortalidade complementa a taxa da sobrevivência das empresas. Assim, conforme resultado da pesquisa realizada pelo Sebrae, a taxa de mortalidade das empresas com até dois anos caiu de 45,8% entre as empresas nascidas em 2008 para 23,4% entre as empresas nascidas em 2012. Consequentemente, a taxa de sobrevivência demonstrada no Gráfico 1 aumentou.

FATORES QUE INFLUENCIAM E FOMENTAM O EMPREENDEDORISMO

O empreendedorismo no Brasil é uma prática constante e faz parte da cultura do país, estimulada por muitos fatores.  Um dos fatores que mais estimulam tal prática é viver sob constantes momentos de crise. 

Dessa forma, o brasileiro é mais estimulado a abrir seu próprio negócio quando está passando por uma situação financeira complicada, como o desemprego, e precisa de alguma forma suprir a renda que recebia.


É possível também identificar uma maior concentração de perfis empreendedores nas grandes cidades, pois a concentração de empresas é maior e, consequentemente, o número de desempregados, assim como as oportunidades, são maiores.

Desse modo, quando não há muitas alternativas para voltar ao mercado de trabalho, os funcionários demitidos passam a criar novos negócios, mesmo sem contar com experiência e conhecimento do ramo. Sendo assim, criam apenas com o que receberam de sua rescisão, Fundo de Garantia, dentre outros investimentos. Em outras palavras, essas pessoas passam a se ver como donos e patrões de maneira muito abrupta e precisam saber administrar muito bem sua empresa para que ela não caia no índice de falência com pouco tempo de vida.

Com tudo isso, o conhecimento é imprescindível para um empreendedor de sucesso. Sem ele, é impossível que o negócio dê certo. Além disso, o conhecimento não é limitado, pois o bom empreendedor busca informações de todos os fatores que envolvem seu negócio. Além de obter informações e conhecimento do seu ramo de atuação, deve conhecer seu público-alvo, concorrentes, fornecedores, mercados, dentre outros.

Muita gente tem vontade de abrir seu próprio negócio. Entretanto, em muitos casos, devido à falta de informações tão importantes, essas pessoas acabam desistindo. Um grande empreendedor deve ter como base de sua empresa três pilares importantes:

CONHECIMENTO
RESULTADO
LUCRO

Além disso, tanto no meio acadêmico quanto nas áreas de interesse no tema, existem muitas discussões que buscam o desenvolvimento de pesquisas para melhor entender o assunto, assim como o desenvolvimento de alguns programas importantes voltados para o público empreendedor. Como exemplo, podemos citar o Programa Brasil Empreendedor, criado em 1999 pelo Governo Federal com o objetivo de capacitar mais de um milhão de empreendedores brasileiros, incluindo o desenvolvimento de plano de negócios e planejamento financeiro, como captação de recursos.

QUEM SÃO OS NOVOS EMPREENDEDORES?

O empreendedor continua o mesmo, com as mesmas características, pensamentos e com o desejo de transformar o seu sonho em realidade.

Nesse sentido, trata-se de um perfil com criatividade, inovação, persistência, flexibilidade, busca pelo conhecimento, resiliência, etc. São pessoas extremamente focadas e persistentes, e possuem o objetivo de criar negócios que tragam benefícios aos usuários e, consequentemente, lucratividade.

Os empreendedores de sucesso são aqueles que passam a vida estudando, aprimorando seus conhecimentos e buscando informações para colocar em prática seu projeto. Essas informações estão relacionadas ao seu próprio negócio, sobre os concorrentes, os clientes e o mercado.

Além disso, é importante mencionar que o empreendedor atual precisa buscar muito mais informações do que o empreendedor de antes. Isto ocorre devido à livre concorrência e à alta competitividade das empresas.

Portanto, é preciso ter conhecimento para sobreviver no mercado, entender o segmento dentro do qual se atua, conhecer o cliente, seus gostos e comportamentos, bem como saber quem são os seus concorrentes e quais estratégias estão sendo desenvolvidas por eles e saber quais são os fornecedores que podem permitir que seu produto ou serviço tenham mais qualidade e diferencial de mercado. 

Também é necessário saber como realizar parcerias produtivas e estar atualizado com a economia do país, bem como a cultura das pessoas que consumirão seus produtos, os fatores climáticos que podem influenciar sua produção, quais as legislações possíveis que sua empresa deve seguir para evitar o pagamento de multas e perder dinheiro, dentre outros.

Do ponto de vista socioeconômico, de acordo com pesquisas realizadas pelo CONAJE (Confederação Nacional de Jovens Empresários):

O EMPREENDEDORISMO FEMININO

As mulheres têm conquistado grande representatividade no segmento empreendedor. Um dos fatores importantes revelados para que isso ocorra é o fato de muitas mulheres sustentarem a casa atualmente. O Sebrae informou, no relatório especial de  Empreendedorismo feminino no Brasil, publicado em 2019, que nos últimos dois anos esse número subiu de 38% para 45% de famílias sustentadas por mulheres. Outro fator importante é que elas querem ficar mais perto dos filhos sem deixar de trabalhar. Por isso, passam a empreender de casa. Há também outros casos, como aqueles de mulheres que optam por empreender para aumentar a renda familiar ou para ter independência financeira.

Além disso, 9,3 milhões de mulheres estão a frente de um negócio atualmente, com uma representatividade de 34% dos negócios formais e informais.

Ainda de acordo com o relatório, essas mulheres empreendedoras, além de serem mais jovens do que os homens, também possuem um nível de escolaridade maior quando comparadas com homens que possuem Ensino Médio ou Superior completo ou incompleto. Todavia, o salário ainda é menor se comparado ao empresário homem.

Outro obstáculo vivenciado pelas empreendedoras diz respeito ao acesso ao crédito e linhas de financiamento. Os homens ainda possuem maior acesso e as mulheres pagam juros maiores quando conseguem crédito, mesmo com um índice de inadimplência menor.

O relatório ainda aponta que as mulheres empreendedoras representam 48% das MEIs (Microempresas Individuais) e que a maioria, ou seja, 55,4%, realiza sua atividade laboral de casa.

Por fim, o relatório faz menção a uma pesquisa realizada pelo GEM em 2018, que comparou a proporção de mulheres entre empreendedoras iniciais em 49 países e constatou que  o Brasil ficou em 7º lugar no ranking, conforme mostra Gráfico 3.

O Sebrae aponta que ainda existem muitas informações referentes às mulheres empreendedoras, como também alguns desafios encontrados por elas. Segundo o estudo, 96% das mulheres empreendedoras possuem um único trabalho, o que possibilita maior dedicação ao seu negócio. 

Além disso, a informalidade ainda é alta entre elas, sendo que dois terços dos empreendimentos ainda não estão formalizados.  A pesquisa revelou também que as mulheres preferem trabalhar sem sócios e que o porte dos negócios femininos é menor do que os negócios masculinos. Por fim, atualmente, quase metade das MEIs são de mulheres, tendo um crescimento gradual entre os anos de 2010 a 2016, conforme mostra Gráfico 4.

Os segmentos atuantes das mulheres são diversos. Entretanto, a maior concentração da sua atuação está nos segmentos relacionados à beleza, moda e alimentação conforme Tabela 2.

Analisamos, então, que o empreendedorismo feminino pode ser visto como um outro fenômeno do empreendedorismo que se concentra mais na necessidade de ter uma renda e na falta de preparo para iniciar um empreendimento.

Ter dados e analisar o segmento feminino é fundamental para trazer informações relevantes a várias áreas que possam desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades femininas, como a área de crédito. Pesquisas revelam que as mulheres que empreendem se preocupam muito com carreira, maternidade, apoio do parceiro, da família e apoio financeiro. Além disso, constatou-se que elas sofrem preconceitos e enfrentam alguns desafios no momento de abrir a própria empresa, ocasionando em um nível maior de solidão  na hora de empreender.

Pesquisas realizadas pela Instituição Rede Mulher Empreendedora  entre os anos de 2016, 2017 e 2018 revelam que as mulheres empreendedoras ainda precisam desenvolver algumas habilidades, como saber delegar tarefas e funções, bem como aprender a desenvolver um planejamento financeiro. Por outro lado, são muito otimistas o que torna tudo à sua volta melhor, vivem se capacitando para entender melhor do seu negócio e possuem bom networking (relacionamento).

CURIOSIDADE

Uma empregada doméstica, um taxista e dois atendentes do McDonald's, sendo um deles a presidente da empresa Leila Velez, transformaram um sonho em realidade. A empresa Beleza Natural, que nasceu a partir de experimentos para resolver um problema de descontentamento com cabelos crespos e ondulados, atende mais de 100 mil clientes por mês atualmente e está para se tornar uma empresa multinacional.

O EMPREENDEDORISMO DIGITAL


O empreendedorismo digital vem se transformando em um fenômeno e em uma tendência das empresas empreendedoras.

Conforme o IBGE pesquisas realizadas em 2016 apontavam para o percentual de 69,3% dos brasileiros com acesso à internet. Esse número vem aumentando gradativamente, ao mesmo tempo que aumenta o número de pessoas que compram celulares, pois os aplicativos facilitam o acesso às lojas virtuais.


Nesse sentido, a internet, cada vez mais acessível e simplificada, vem promovendo a entrada de novos empreendedores neste setor. Consequentemente, a ampliação das possibilidades neste ambiente está cada vez mais forte no empreendedorismo digital:

[...] neste contexto, podemos definir empreendedorismo digital como um ato de criar e desenvolver um negócio que funcione essencialmente na internet de forma digital, e que tenha a maioria de seus processos e procedimentos realizados neste ambiente, tendo a tecnologia como instrumento essencial de inovação para performance, sustento e perenidade do negócio.
[...] neste contexto, podemos definir empreendedorismo digital como um ato de criar e desenvolver um negócio que funcione essencialmente na internet de forma digital, e que tenha a maioria de seus processos e procedimentos realizados neste ambiente, tendo a tecnologia como instrumento essencial de inovação para performance, sustento e perenidade do negócio.

Desse modo, os negócios virtuais têm obtido muitas facilidades que promovem o empreendimento. O espaço virtual otimiza os negócios virtuais pois possui alguns princípios importantes, tais como:

Grandes exemplos de empresas que trabalham seguindo esses princípios são: Amazon, Dafiti, Net Shoes, Mercado Livre e empresas que trabalham 100% pelo comércio eletrônico.

Além disso, são muitas as ferramentas dos negócios digitais: e-commerce, portais de cursos on-line, blogs de conteúdo, web tvs, vídeos, etc.

Todavia, o Brasil ainda tem muito a crescer no quesito inovação. Conforme o IGI (Índice Global de Inovação) de 2018, o Brasil ocupa 64º lugar no ranking mundial. O 1º lugar ficou com a Suíça, que ocupa a mesma posição pelo sétimo ano consecutivo. 

Um dos motivos do ranking brasileiro é o investimento muito baixo para a área de Pesquisa de Ciência, Tecnologia e Inovação, que recebe 1% do PIB. Países como Estados Unidos, por exemplo, possuem um investimento de 2,7% do PIB, quase três vezes maior do que o do Brasil.

As principais cidades que são Polos Tecnológicos de referência no Brasil são:

Recife
Porto Digital

Porto Alegre
TecnoPuc

Belo Horizonte
San Pedro Valley

São José dos Campos
Parque Tecnológico

Florianópolis
Capital da Inovação

Santa Rita do Sapucaí
Vale da Eletrônica

Campinas
Fundação UNICAMP

São José dos Campos
ITA

Os parques tecnológicos têm o objetivo de reunir universidades e empresas em um espaço em comum para desenvolver produtos e serviços inovadores. A Figura 1 apresenta um mapa dos parques tecnológicos estabelecidos e em andamento.

As empresas que vivem nesta área chamada de incubadora são chamadas de empresas incubadoras. Elas são auxiliadas para começar a iniciar seu próprio negócio com significativo grau de inovação. Neste ambiente, elas encontram suporte técnico, administrativo, mercadológico e gerencial. Além disso, as pessoas envolvidas podem realizar cursos de empreendedorismo e têm acesso a novas tecnologias. Com este suporte, o empreendimento é acompanhado desde a sua fase inicial, tendo todo o auxílio para seu planejamento e desenvolvimento.

As incubadoras favorecem a ação empreendedora e o desenvolvimento nas principais áreas importantes para o negócio: gestão empresarial e tecnológica, marketing e vendas, contabilidade, apoio jurídico, dentre outras.

STARTUPS

Diferentemente do empreendedorismo tradicional, temos as startups. Elas utilizam amplamente as inovações tecnológicas de ponta, especialmente as tecnologias de inovação e comunicação, que auxiliam o mercado a satisfazer suas demandas, acelerando consideravelmente os empreendimentos ligados à tecnologia.

O conceito de startup se firmou no Brasil e está voltado exclusivamente para a modalidade de empreendedorismo digital. Desse modo, startup pode ser considerada como um modelo de negócio inovador, rápido, dinâmico, que tenha escalabilidade e com o propósito de gerar muita lucratividade para o empreendedor. 

Podem atrair investidores que acreditam na sua ideia. Esses investidores são chamados de investidores anjos. Além disso, esse modelo de empresa é iniciado em um ambiente de incertezas, ou seja, em ambientes em que não existe a possibilidade de saber se a ideia vai dar certo ou não. Por isso, a lucratividade da empresa pode ser impactada.

Entretanto, a facilidade do negócio consiste na abrangência de pessoas que ele pode rapidamente atingir a um custo muito baixo (escalabilidade). Não à toa, a maioria das startups são digitais.

De acordo matéria divulgada pela EBC, Startups crescem no Brasil e consolidam nova geração de empreendedores, publicada em 2018, pesquisas realizadas pela ABStartups (Associação Brasileira de Startups) mostram que a quantidade de empresas cadastradas na associação aumentou de 2519 no ano de 2012 para 5147 no ano de 2017. Atualmente, o número é de mais de 12.000 empresas atuantes nesta modalidade, dentre elas a Nubank, Pagseguro e a 99 que, segundo a associação, valem mais de 1 bilhão de dólares.

Descrevendo e definindo: (empreendedores e intraempreendedores)

Para os empreendedores e intraempreendedores, desenvolver produtos e serviços para atender os clientes é requisito básico. Desse modo, ambos precisam analisar o mercado, as pessoas, as tendências e projetar suas ideias, desenvolvendo soluções para a empresa que beneficiem a sociedade.

Tanto empreendedores quanto intraempreendedores possuem características semelhantes, tendo como única diferença o local de trabalho onde atuam. Um está focado em desenvolver sua própria empresa e o outro está dentro da empresa. Contudo, a premissa básica é a mesma: desenvolver soluções que tragam rentabilidade para o empreendedor.

CLIENTES

Para este novo objeto de estudo, continuaremos a nos embasar em meus estudos ao longo de minha carreira e na obra de Dantas, em seu livro Gestão da Informação sobre a satisfação dos consumidores/clientes: condição primordial na orientação para o mercado, publicado em 2014.

A essência da empresa é viver para atender as necessidades de seus clientes. Seguindo essa linha de raciocínio, devemos tratar o cliente como se fôssemos seu médico em mesa de cirurgia: com o maior cuidado e atenção possível para que tudo ocorra bem.

Os consumidores são definidos como aqueles que compram produtos e serviços de uma empresa para o uso próprio ou de terceiros. Além disso, quem consome o produto ou serviço adquirido é classificado como usuário.

Os clientes, por sua vez, realizam a mesma ação: compram produtos e serviços para si ou para terceiros, entretanto, com uma frequência maior, o que os torna clientes. Eles repetem a ação de compra naquela empresa, ou seja, eles compram com uma certa regularidade conforme o grau de satisfação que tiveram na primeira compra.

Nesse sentido, podemos entender que o cliente é o maior motivador do negócio da empresa. Em outras palavras, não existe empresa sem cliente. Desse modo, é importante que ele seja o cerne da organização, do seu planejamento, do desenvolvimento de produtos e dos serviços.

O lucro da empresa é muito importante, mas mais importante ainda é quando as duas partes ganham, ou seja, empresa e cliente, pois com esta ação ela acaba por fidelizá-los. E como fazer com que o cliente ganhe também? É de extrema importância que a empresa:

ADOTE UM COPORTAMNETO E UMA POSTURA ETICA
BASEADOS EM PRINCIPIOS E COM RESPONSBILIDADE SOCIAL
ENTREGUE O QUE O PRODUTO DIVILGOU EM AÇÕES DE MARKENTING
E NÃO FAÇA PROPAGANDAS ENGANOSAS QUE FRUSTEM O CLIENTE

Desse modo, a empresa cria mecanismos para surpreender o cliente quando o conhece. Em outras palavras, quando ela entende seu perfil e comportamento de compra, pode desenvolver produtos e serviços que atendam suas necessidades.

O empreendedor deve ter os olhos sempre voltados para este fator. Antigamente, as empresas desenvolviam um produto, o lançavam no mercado e analisavam se o cliente poderia comprá-lo ou não. Dessa forma, as grandes empresas ditavam as regras, criando seus produtos e serviços sem precisar da opinião do público, independentemente de conhecerem seus comportamentos e gostos. Atualmente, com a concorrência acirrada e a busca pela competitividade, a postura das empresas mudou e deve ser assim. As empresas procuram responder rapidamente às necessidades de seus clientes, buscando como parceira a inovação e a tecnologia, conseguem ter vantagem competitiva de mercado.

Empresas podem realizar pesquisas de mercado para entender seu público-alvo. Além disso, elas podem realizar pesquisas de satisfação do cliente, questionando fatores importantes como qualidade, atendimento, facilidades, localização e perguntar ao cliente o que ele deseja comprar.

Com estas informações, os empreendedores podem desenvolver seus produtos e serviços de maneira diferenciada, atraindo novos clientes e fidelizando os que já estão “em casa”.

Visar o lucro é condição fundamental para a empresa no sistema capitalista. Entretanto, quando todos os envolvidos ganham, ou seja, clientes, fornecedores e parceiros, o processo se torna ainda mais interessante, pois esta preocupação reflete uma ação de responsabilidade social que todas as empresas deveriam ter.

Quando se tem um pensamento voltado para a responsabilidade social, coisas importantes são levadas em consideração, como: 

ETICA
QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIÇOS
BOM ATENDIMENTO
ATENDIMENTO POS-VENDA

Sem clientes/consumidores não há organizações que sobrevivam, pois é delas que provém todo o recurso para empresa sobreviver e investir. Portanto, não adianta ter investimentos em instalações, equipamento e tecnologia de ponta se a empresa não tiver clientes/consumidores que comprem seus produtos e serviços.

Quando a empresa consegue classificar seus clientes e separá-los, ela consegue entregar melhor seus produtos e serviços. Ela pode classificar por fatores de afinidade. Em marketing, chamamos essa ação de segmentação e ela consiste na seleção ou separação de clientes por fatores de maior familiaridade/afinidade. Exemplos de segmentação podem ser vistos em: 

FAIXA ETARIA
LOCALIZAÇÃO
PROFISSAO
FAIXA SALARIAL
COMPORTAMENTO
HABITOS
HOBBIES
TAMANHO DA FAMILIA
RELIGIAO
PERSONALIDADE

Muitos estudos revelam que, sem clientes/consumidores nenhuma empresa ou organização se justifica. Por isso, é de extrema importância entender o seu comportamento, necessidades e desejos. 

A Tabela 3 mostra as diferenças entre necessidades e desejos.

A Tabela 3 mostra que todos temos necessidades, mas os desejos podem ser diferentes. Nesse sentido, quando o empreendedor tem estas informações, consegue desenvolver produtos e serviços de sua empresa para que o cliente faça suas escolhas.

No caso da Tabela 3, poderíamos realizar outro exercício, colocando marcas de empresas na área de desejos. Dessa forma, fica mais fácil compreender as estratégias de marketing direcionadas para o cliente e futuros consumidores.

Para entendermos as necessidades dos clientes, é necessário analisar a questão do desejo, que está direcionado para a obtenção de uma satisfação referente à compra. Os desejos podem ser despertados e estimulados pelas empresas. 


Quando os empreendedores possuem as informações necessárias sobre o comportamento e hábito dos consumidores, conseguem desenvolver estratégias de marketing para despertar o desejo dos clientes. Quem nesta vida nunca comprou por impulso, achando que estava precisando de algo quando na verdade nem era tão importante assim?

Desse modo, a prática do marketing na empresa estimula as necessidades e desejos das pessoas por meio das ferramentas de comunicação, como as propagandas, aguçando a vontade do consumidor de possuir aquele produto. O esforço da equipe de marketing consiste em sensibilizar aquele cliente/consumidor para adquirir seu produto ou serviço por meio das evidências dos diferenciais que ele pode proporcionar ao consumidor. As marcas existem para chamar a atenção das pessoas e, consequentemente, realizar seus desejos e satisfazer suas necessidades.

A empresa pode perder clientes por diversos fatores, como péssimo atendimento, mudança do local, o produto ou serviço não supre suas necessidades, falta de qualidade, dentre outros. Por isso, o empreendedor precisa ficar atento à gestão de clientes, promovendo a sua satisfação e respondendo rapidamente às suas necessidades para que ele não busque produtos substitutos no mercado.

Dessa forma, o empreendedor precisa ficar atento a esses fatores e, diante dos resultados, desenvolver estratégias que eliminem a perda de cliente.

FORNECEDORES


Os fornecedores são muito importantes para a organização, pois permitem que a empresa delegue algumas atividades para criar parcerias. Eles podem ser fornecedores de diversas áreas, como de matéria-prima ou um insumo para a fabricação e produção de mercadoria, mão de obra terceirizada, serviços de cobrança, etc. Podemos terceirizar outras áreas, tais como marketing, produção, dentre outras.

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A importância de parcerias para as empresas é muito grande. Atualmente, as empresas têm utilizado este tipo de estratégia para, além de otimizar seus processos, promover ações de marketing e atrair novos clientes.

No entanto, o empreendedor precisa se atentar ao controle dos processos envolvidos na parceria. É importante que se conheça o fornecedor, analise seu histórico de mercado, se ele trabalha com produtos de qualidade, é ético, etc. A importância de ter esse tipo de informação ocorre devido ao fato de que qualquer fator sobre o fornecedor, seja ele negativo ou positivo, influencia diretamente na marca da empresa, podendo até diminuir a sua participação de mercado.

As empresas optam pela terceirização para terem mais autonomia e qualidade em seus produtos e serviços com uma redução de custo e otimização de tempo para analisar outras atividades “fins” da empresa.  


CURIOSIDADE

A Nike, em 2014, se envolveu em um escândalo de mão de obra escrava que repercutiu negativamente em sua marca. Desde 1996, a empresa precisa lidar com fornecedores trabalham com mão de obra escrava na confecção de seus produtos. Para evitar tal situação, a empresa criou cargos de fiscalização em todas as etapas do processo, fiscalizando até mesmo os padrões de saúde e de segurança das empresas fornecedoras.

TERCERIZAÇAO = OUTSOURCING

CONCORRENTES


São chamados concorrentes as empresas que vendem produtos e serviços semelhantes, dividindo um segmento de mercado. É importante que o empreendedor conheça quais seus concorrentes, o que eles estão fazendo, quais estratégias estão desenvolvendo, quais os diferenciais de seus produtos ou serviços, qual o seu percentual de marketing share (participação de mercado), dentre outros.

A partir desta análise da concorrência, ele pode averiguar quem é o seu concorrente mais direto, que pode ser uma grande ameaça para a sua empresa.


Pontos principais dos concorrentes como preço, qualidade, localização, serviço de entrega, garantia estendida, atendimento, dentre outros;


Avaliar a estrutura do concorrente, se é mais enxuta ou não, como quadro de funcionários e as áreas importantes da organização;


Analisar quais necessidades apresentadas pelos clientes que não estão sendo atendidas pelo concorrente para que se possa criar um produto ou serviço com o objetivo de atendê-las.

CURIOSIDADE

A Uber entrou no Brasil em 2014 e revolucionou o segmento de transporte público, tendo como seu concorrente direto o táxi. Para entrar no mercado, a empresa analisou o cenário e percebeu que tinha um público disposto a pagar por um serviço melhor, como também pessoas que queriam trabalhar utilizando seus próprios carros. 

A empresa desenvolveu várias estratégias de serviços, revolucionando o setor. A Uber realizou pesquisa de mercado, criou um aplicativo para unir pessoas e meios de transporte, é uma empresa de tecnologia e facilitou o acesso mais barato ao transporte público.


UNIDADE 3

Planejamento estratégico

Para a empresa sobreviver e se sustentar, é necessário um planejamento estratégico de suas decisões e ações. Da mesma forma, um empreendedor que tem uma excelente ideia e deseja colocá-la em prática também precisa planejar suas ações, como o momento em que elas serão colocadas em prática, qual o público-alvo de seu negócio, dentre outras decisões que precisam ser tomadas.


Nesse sentido, é possível dizer que ele precisa se planejar. Dessa forma, o planejamento estratégico vai ao encontro desta necessidade, uma vez que pretende auxiliar o empreendedor a tomar decisões estratégicas. O planejamento é um conhecimento que deve ser contínuo, constante e aplicado às decisões estratégicas que a empresa deve tomar. 

O conhecimento é uma característica dos dias atuais e de um mundo em constante mudança. Sendo assim, o empreendedor deve estar em constante aprendizado para planejar e administrar a sua empresa.


CITANDO

[...] a necessidade de um aprendizado contínuo e constante consiste em uma característica de um mundo em constante mudança, cujo aprendizado adquirido fica obsoleto rapidamente. 

Fonte: DINIZ, A Arte de Empreender.

Além disso, é importante que o empreendedor saiba gerenciar os negócios da empresa como se fosse sua carteira de investimentos. Saber avaliar os pontos fortes e fracos do negócio considerando a atuação de mercado frente ao crescimento e ao posicionamento da empresa e, diante disso, pensar em desenvolver estratégias que atendam cada objetivo da empresa.

É possível afirmar que as empresas só conseguirão sobreviver se elas se reinventarem, pois não existe outra forma de responder às mudanças de mercado e do comportamento dos consumidores. Dessa forma, é necessário basear suas estratégias para que atendam às demandas em constante transformação.

"A reinvenção passa por diversas ações a começar pela reflexão constante em como sobreviver em e ameaças radicais, indagando-se constantemente o que pode aniquilar a empresa. E buscar respostas rápidas e eficazes."Fonte: DINIZ, sd. 
"A reinvenção passa por diversas ações a começar pela reflexão constante em como sobreviver em e ameaças radicais, indagando-se constantemente o que pode aniquilar a empresa. E buscar respostas rápidas e eficazes."
Fonte: DINIZ, sd.

Para que a empresa possa definir estes tipos de estratégias e atender às necessidades dos clientes, ela pode contar com o planejamento estratégico para desenvolver e escolher as melhores estratégias que orientarão a empresa a atingir seu objetivo. 

Considera-se o planejamento estratégico como um documento formal que contém os planos e ações desenvolvidas para cada objetivo a ser realizado. Desse modo, a empresa pode ter um planejamento estratégico geral, mas também pode desenvolver um planejamento para cada objetivo ou meta que ela pretende alcançar.

Qualquer empresa pode realizar o seu planejamento estratégico, independentemente de seu tamanho. Na verdade, o planejamento estratégico é para ajudar a empresa e o empreendedor a se direcionar e crescer no mercado, sendo, dessa maneira, um instrumento essencial para o empreendedor e para a administração organizacional. Esse planejamento deve conter passo a passo das ações que devem ser tomadas e, assim, orientar de forma eficaz os envolvidos no processo.

Estudos revelam que muitas empresas, principalmente as menores, não utilizam o planejamento estratégico, muitas vezes por não o conhecerem ou por achá-lo muito complexo. Isso pode ser um erro. Na tentativa de acertar e errar, se a empresa tem um planejamento do que fazer, pode tomar decisões mais sábias que tragam bons resultados e evitar muitos momentos de conflito ocorridos pela falta do conhecimento e da ferramenta. 

O planejamento estratégico tem o objetivo de ordenar as ideias dos empreendedores ou administradores da empresa, de forma que se possa criar uma visão do caminho que se deve seguir, o qual chamamos de estratégia.

Em outras palavras, o objetivo do planejamento estratégico é orientar as decisões para que elas possam trazer resultados positivos para a organização quando transformadas em ações, como fidelizar clientes, atrair novos consumidores e permitir maior participação de mercado.

Para a empresa sobreviver, é preciso cativar o cliente de forma cada vez mais especial e diferenciada, olhando para os fatores decisivos que tornarão sua proposta atraente. Essa proposta pode ser elaborada por meio do planejamento estratégico da empresa.

EXEMPLIFICANDO

Para atingir com eficiência seus resultados, a Samsung leva à risca seu planejamento estratégico. Quando a empresa cogita novos produtos, devem responder a uma pergunta fundamental: ele surpreende o cliente? Com base na resposta, ela elabora um plano de ação para garantir que seus produtos cheguem ao seu público-alvo e formula um planejamento estratégico.

Nesta entrevista, o gerente de produtos Renato Citrini explica, dentre outras coisas, a mentalidade da empresa ao construir produtos.

Para entendermos melhor como deve ser o processo de planejamento estratégico, observe o Diagrama 1 que demonstra o seu fluxo.

O Diagrama 1 nos mostra que devemos planejar o que fazer com a empresa, desenvolvendo estratégias e plano de ação alinhados aos seus objetivos e metas. Em seguida, vem a fase da implementação, na qual é necessário organizar o que deve ser feito. Por último, é necessário controlar, mensurando os resultados, diagnosticando a situação da empresa e alterando estratégias, caso necessário. Isto é um processo contínuo.

Desse modo, um bom planejamento estratégico permite aos empreendedores e gestores maior visão e percepção do seu negócio e, assim, definir quais os planos de ação para atingirem seus objetivos. Permite também otimizar melhor seus recursos, analisar qual o melhor caminho a seguir, pensar em alternativas e corrigir as estratégias quando necessário.

Existem muitas outras formas defendidas por vários autores para estabelecer o planejamento estratégico. No entanto, o que mais abrange a estratégias são os seguintes pontos:

No Diagrama 2 é possível conhecer quatro fatores importantes para o desenvolvimento da estratégia da organização.

Não existe uma ordem para se colocar em prática os pontos apresentados pelo Diagrama 2, o importante é que sejam analisados e praticados conforme os objetivos organizacionais.

Outro fator importante no desenvolvimento da estratégia é a definição da missão da empresa. A missão é a razão de sua existência e vai nortear todas as diretrizes do planejamento estratégico. Junto com a missão, também desenvolvemos os valores organizacionais e a visão de uma empresa. A visão deve também estar estabelecida no planejamento estratégico, como um objetivo que deve ser alcançado.

De maneira geral, ao realizarmos a análise dos aspectos internos organizacionais, precisamos identificar quais são os fatores de sucesso da empresa em seu segmento. Esses fatores também são conhecidos como Fatores Críticos de Sucesso (FCS) e são  determinantes para a vantagem competitiva de uma organização. Podemos ter como fatores de sucesso um excelente serviço de entrega, variedade de produtos ofertados, ótimo atendimento ao cliente, dentre outros.


CURIOSIDADE

O restaurante Outback possui muitos diferenciais, como atendimento personalizado, variedade de pratos, ambiente diferenciado e agradável, promoções de produtos, happy hours, brindes para aniversariantes, localização privilegiada, etc.

Para entender se realmente a empresa possui um FCS, elas devem ser comparadas aos seus concorrentes, ou seja, com os serviços de empresas do mesmo segmento e analisar se são superiores ou não, identificando os pontos fortes e fracos da empresa, com o objetivo de maximizar os pontos fortes e minimizar os pontos fracos.

Ao analisar o FCS, podemos também nos atentar para os pontos fracos da empresa em relação aos concorrentes. Por exemplo: uma empresa de telefonia que não tem um bom atendimento ao cliente pode acumular protocolos de reclamação, fazendo com que seus clientes optem por comprar produtos concorrentes.

Ao analisar o FCS, podemos também nos atentar para os pontos fracos da empresa em relação aos concorrentes. Por exemplo: uma empresa de telefonia que não tem um bom atendimento ao cliente pode acumular protocolos de reclamação, fazendo com que seus clientes optem por comprar produtos concorrentes.

No entanto, existe uma relação de pontos fracos que podem ser atribuídos a qualquer organização, como atraso na entrega de relatórios, dificuldade de entender e atender às necessidades dos clientes, atraso na entrega de mercadorias, falta de flexibilização na forma de pagamento, falta de qualidade na produção de produtos, etc.

Por conta disso, a formulação do planejamento estratégico depende do estudo das variáveis internas e externas para que a empresa possa tomar decisões mais assertivas. Esta ação, denominada também diagnóstico organizacional, precisa da informação de cada área da organização e levar em conta os dados das variáveis para tomada de decisão, demonstradas no Quadro 1.

// MODELOS DE DECISÕES ESTRATÉGICAS - Metas 
Alternativas  

Negócio
Expansão – diversificação (nova frentes de negócios, aquisições); retração; novos produtos; desativação de produtos etc.

Mercado
Crescimento nos mercados onde atua; conquistar novos mercados; seleção de mercados; redução de atuação; novos enfoques mercadológicos etc.

Competição
Negociar fatias de mercado, melhorar a qualidade dos produtos competitivos, lançar novos produtos, competir com preços mais baixos etc.

Finanças
Aumentar capital, projetar novos investimentos, reduzir custos, aumentar a produtividade, otimizar recursos, novas aplicações tecnológicas etc.

Organização
Reestruturar a organização (total ou em algumas áreas), racionalizar o trabalho, centralizar/descentralizar, novo enfoque gerencial, novas especializações, mudanças nas instalações etc.

Lucro
Projeção de taxas de lucratividade.

ANÁLISE DE MERCADO

Como viver em uma era na qual o mercado se mostra cada vez mais multidisciplinar e competitivo? Essa pergunta aparentemente simples requer uma resposta complexa.

Primeiramente, precisamos entender sobre qual era ele está falando.  De acordo com suas ideias e explicações, a nova era é uma nova sociedade. Deixamos de ser uma sociedade meramente globalizada, ou uma aldeia global, para nos transformarmos em uma sociedade tecnotrônica, tecnológica, digital e disruptiva. Esse tipo de sociedade vem exigir ainda mais do empreendedor, que precisa estar atualizado e trazer soluções rápidas para responder às demandas dos clientes. Caso contrário, é possível que ele perca, por falta de visão estratégica, excelentes oportunidades.

Portanto, é imprescindível que o empreendedor busque informações importantes para complementar o seu conhecimento. Essas informações podem ser adquiridas por meio de uma análise de mercado. E o mais importante é que essa análise esteja alinhada com os princípios e valores dessa nova era.

Dessa forma, é possível afirmar que estamos na era da 4ª Revolução Industrial, ou seja, as demandas atuais são muito diferentes daquelas de anos passados. A revolução tecnológica, um dos fatores primordiais desta revolução, deve ser acompanhada bem de perto, uma vez que é por meio dela que novos comportamentos, hábitos e necessidades dos consumidores surgem. Portanto, a empresa deve estar atenta a estes fenômenos.

Segue, no Quadro 2, informações para direcionar melhor a compreensão sobre os dados que o empreendedor pode obter por meio da análise de mercado.

Outro fator importante é o nível total de vendas, ou seja, desenvolver uma estratégia de vendas de produtos ou serviços para ter participação significativa de mercado. Para isto, é primordial conhecer o tamanho do mercado no qual se atua, seu comportamento, clientes potenciais, perfil dos clientes, produtos, concorrentes, etc. 

Além de se conhecer o tamanho de mercado, se faz necessário entender sua dimensão, ou seja, se ele pode ser explorado, se tem potencial para novos produtos e serviços, se o segmento está em alta de vendas, se o mercado está saturado, etc. Com estas informações, o empreendedor pode analisar se deve investir no segmento por meio de estratégias que tragam lucros para a empresa ou se deve investir em outro negócio.

ANÁLISE DE CENÁRIOS

Para este estudo vamos nos basear na obra de Pasquale, que falou sobre cenários em seu livro Marketing Business to Business, publicado em 2006.  

A análise de cenários é uma técnica utilizada por administradores e empreendedores com o intuito de auxiliar a empresa a visualizar o futuro, permitindo um melhor preparo para elaboração de suas estratégias.

Para isso, as empresas precisam conhecer, inicialmente, quem são os seus concorrentes, o que eles estão fazendo de diferente e qual a estratégia usam para atrair novos clientes.

Enfrentar desafios, incertezas e instabilidades que influenciam o negócio já faz parte da rotina do empreendedor. No entanto, é importante analisar bem esses fatores para conseguir oportunidades de negócio. O empreendedor precisa estar preparado e atualizado. 

Uma dessas preparações consiste na importância de se conhecer o cliente e estar conectado com a clientela para observar tendências de consumo e atender às necessidades do público-alvo de forma criativa e inovadora. Com base nessas necessidades, a análise de cenário permite ao empresário identificar e analisar as oportunidades futuras e definir qual melhor estratégia a ser empregada.

Podemos entender, então, que a análise de cenário está relacionada a eventos futuros. São eventos de possíveis acontecimentos no ambiente onde a empresa está inserida:  

SOCIAS
POLITICOS
ECONOMICOS
DEMOGRAFICOS
CULTURAIS
LEGAIS
ECOLOGICOS
TECNOLOGICOS

Um exemplo clássico dos dias atuais diz respeito à inovação tecnológica. As empresas que vendem seus produtos e serviços estão cada vez mais preocupadas em se aproximar e entender a necessidade do cliente, promovendo a ele mais conforto e comodidade na hora da compra, pois entendem que isto é um diferencial na hora da escolha por parte do consumidor. Por outro lado, a sociedade também está demandando este comportamento, principalmente nas grandes cidades, onde as pessoas vivem correndo e vivem atrasadas. 

Com base neste cenário, muitas empresas passaram a diversificar o seu canal de vendas por meio da internet e aplicativos, proporcionando rapidez, comodidade, flexibilidade e conforto ao cliente.

O empreendedor deve ser amigo do cliente, criar laços para melhor conhecê-lo e surpreendê-lo. Com essa proximidade, é possível analisar as informações fornecidas pelos clientes em relação a seus hábitos de compra e gostos. Isso permite pensar em futuros negócios que sejam rentáveis para a empresa e que surpreendam o cliente.

Para elaboramos a análise de cenários eficaz, é preciso levar em consideração alguns itens importantes:


quanto maior for o número de informações sobre o cenário futuro do negócio em análise, mais dados o empreendedor terá;


avaliar todas as possíveis oportunidades que podem ser geridas, conforme as informações coletadas;


verificar quais são as áreas de maior interesse para gerir as oportunidades;


considerar todas as incertezas e gerar alternativas sobre elas;


as informações coletadas devem ser sistematizadas para que o empreendedor possas analisá-las, avaliá-las e interpretá-las quando achar necessário;


todos os conceitos, percepções e pontos de vista sobre a análise das informações devem ser respeitados e analisados;


analisar possíveis preocupantes situações futuras;


cruzar as informações, ou seja, dados econômicos, comportamentos, tendências, dentre outros;


evitar buscar as alternativas de concorrentes. Caso contrário, a empresa não será inovadora;


examinar alternativas estratégicas dos concorrentes para saber o que ele está fazendo de diferente que pode influenciar na estratégia da empresa, como um novo produto ou serviço que aumente a sua participação de mercado;


elaborar planos e estratégias flexíveis à luz das incertezas.

Além disso, o planejamento estratégico depende muito da análise dos cenários para ter credibilidade, pois permite que o responsável tenha mais confiança na sua formulação e aplicação.

// Quadro 3. Utilidade da análise de cenários


Compreender os aspectos favoráveis e não favoráveis à introdução ou manutenção de um produto ou serviço em um determinado macroambiente.


Efetuar o planejamento em bases de elevada realidade.


Criar consciência empresarial sobre os aspectos macroambientais desfavoráveis e imutáveis, bem como sobre aqueles que a empresa poderá modificar.


Consolidar as oportunidades do planejamento com base nas oportunidades presentes no macroambiente.


Criar um alinhamento estratégico entre os macroambientes e o produto ou serviço em planejamento;


Auxiliar nas definições de ações para o sucesso do planejamento.

Fonte: SILVA et al, 2006, p. 33. (Adaptado).

A análise de cenários tem o objetivo de permitir ao responsável pelo planejamento estratégico e ao empreendedor uma visão futura e, assim, desenvolver estratégias focadas nestas tendências, direcionando também o desenvolvimento de produtos e serviços.

As marcas que acompanharem a mudança de cenários conseguirão oferecer produtos sempre atrativos, diferenciados e personalizados aos seus clientes e potenciais clientes, considerando que essa estratégia é fundamental para que a empresa não entre em falência.

Cada negócio possui um tipo de cenário, que deve ser bem definido pelo empreendedor. Essas variedades dependem muito do segmento escolhido para atuar e podem ser específicas de cada segmento. Se estivermos falando de empresas que trabalham com exportação e importação de mercadoria, por exemplo, tudo que influencia a moeda estrangeira, como a alta do dólar, são variáveis que impactam a empresa, assim como as regras de comércio do país com o qual ela comercializa.

Umas das características importantes para o planejamento é pensar sobre variáveis importantes do segmento da empresas e possíveis variáveis que podem afetar a gestão organizacional, conforme mostra o Quadro 4.

ANÁLISE AMBIENTAL (MICRO E MACROAMBIENTE)

O mundo está passando por muitas transformações. A era digital trouxe muitas facilidades e também muitos desafios. Nesta era disruptiva, digital e conectada, as empresas precisam estar atentas a todas as informações importantes para o desenvolvimento de estratégias primordiais para o seu sucesso. Em outras palavras, as empresas precisam de muita criatividade e inovação para sobreviverem a este cenário caótico de competição acirrada pelo cliente.

Sendo assim, o empreendedor pode contar com a análise ambiental para poder desenvolver estratégias e tomar decisões mais assertivas. Uma análise ambiental ou análise do ambiente empresarial é a análise do ambiente no qual a empresa está inserida. Essa análise é dividida em análise do macroambiente e análise do microambiente. 

A análise do macroambiente é composta pelas variáveis de fora da empresa, ou seja, variáveis externas que influenciam o ambiente interno da organização. Elas podem alterar a forma como empresa vende seus produtos e serviços, sua produção, dentre outros aspectos. 

As variáveis externas incontroláveis são as variáveis econômicas, sociais, culturais, demográficas, políticas, tecnológicas, legais e ecológicas. Chamamos essas variáveis de variáveis incontroláveis porque a empresa não possui controle sobre ela. O Quadro 5 mostra algumas dessas variáveis.

// Quadro 5. Variáveis do macroambiente - Variáveis x Exemplos

A análise do macroambiente também nos permite analisar quem são os concorrentes, quais são suas estratégias de competição e quem pode entrar ou sair no mercado.

Na análise do microambiente, por sua vez, as variáveis podem influenciar os públicos internos e externos da empresa. Pode interferir na qualificação da mão de obra e do atendimento, nas regras e políticas internas e no relacionamento com o cliente, conforme mostra o Quadro 6.

// Quadro 6. Variáveis do microambiente - Públicos.  

EXTERNO: Consumidores/clientes, fornecedores, distribuidores, governo, sindicatos, associações de classe, veículos de comunicação, concorrentes, comunidade e outros.

INTERNO: Acionistas, diretores, gerentes e operários.

As variáveis do microambiente, chamadas de controláveis, estão na “mão” da empresa para tomar ações para mudar ou manter as variáveis, e suas estratégias influenciam diretamente tanto dentro da organização, colaboradores, quanto fora, seus clientes.

APRENDENDO A CONSTRUIR MATRIZ SWOT

A matriz SWOT é uma matriz simples utilizada pelas organizações como base do planejamento estratégico. Sua sigla vem das seguintes palavras em inglês strenghts, weaknesses, opportunities e threats e tem como objetivo a análise do ambiente externo (oportunidades e ameaças) e a análise do ambiente interno (forças e fraquezas) da organização.

A análise do ambiente externo é composta pelas variáveis de oportunidades e ameaças. Esta análise permite que o empreendedor olhe para o ambiente fora da empresa e verifique quais são as possíveis oportunidades de negócio, bem como as ameaças que podem interferir na empresa. Dessa forma, com base nestas informações, é possível desenvolver estratégias organizacionais.

Kotler e Keller, grandes pesquisadores de marketing, no livro Administração de Marketing, publicado em 2006, evidenciam a importância deste tipo de análise para o reconhecimento de novas oportunidades.

O processo do planejamento estratégico com a análise SWOT nos permite não apenas identificar as oportunidades, como também formular a estratégia, planejar as ações, implementá-las e acompanhá-las. Ao medir os resultados, a empresa irá ter o feedback necessário para tomada de decisões estratégicas.

A outra análise diz respeito às variáveis internas, forças e fraquezas organizacionais. Quando falamos em forças, podemos nos referir ao que a empresa tem de melhor, ou seja, o seu diferencial. As fraquezas, por sua vez, dizem respeito ao que a empresa precisa melhorar ou eliminar para ter mais qualidade.

As forças ou pontos positivos de uma empresa pode ser:


excelente atendimento ao cliente;


localização privilegiada;


forma de pagamento facilitada;


entrega rápida de mercadoria;


atendimento exclusivo de pós-venda;


qualidade de produto;


marca forte e consolidada;


colaboradores bem treinados e capacitados;


bom clima organizacional de trabalho.

As fraquezas ou pontos fracos são todas as características que repercutem de forma negativa para a empresa e promovem, assim, uma desvantagem competitiva, uma vez que geram insatisfação no cliente e fazem com que ele opte pelo produto ou serviço do concorrente. Alguns deles são:


alto índice de reclamação;


demora na entrega da mercadoria;


atendimento ruim ao cliente;


problemas de qualidade na execução do produto/serviço;


falta de capacitação da mão de obra.

Os empreendedores precisam e devem olhar para as suas características, evidenciar os pontos fortes e eliminar os pontos fracos. Para isto, é necessário uma análise constante das ações organizacionais, verificar o que está dando certo e o que está dando errado, pensar em soluções para maximizar os impactos de seus pontos fortes e minimizar os de seus pontos fracos.

Os pontos fortes permitem à empresa um diferencial, ou seja, uma vantagem competitiva frente aos seus concorrentes.

A IMPORTÂNCIA DA CRIATIVIDADE E DA INOVAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS

Vamos entender melhor a importância da criatividade e da inovação, principalmente quando as empresa realizam análises de cenários futuros e precisam se destacar no mercado.

No diagrama abaixo é possível entender que que a criatividade e a inovação são duas coisas diferentes: 

Sendo assim, a criatividade consiste em um instrumento essencial para criar coisas e processos. Ainda, é importante ressaltar que as empresas que não olharam para o futuro ou não pensaram em realizar nenhum planejamento estratégico com base nos cenários para poder desenvolver um produto ou serviço que atendesse às demandas de mercado não inovaram e faliram. Isso aconteceu com grandes empresas multinacionais que eram detentoras do segmento que atuavam.

A era em que vivemos, chamada de Era Digital, vem afetando diretamente a vida das pessoas físicas e jurídicas. Desse modo, é de suma importância que o empreendedor esteja atento a essas transformações.

A criatividade é fundamental para elaboração de estratégias, criação de cargos, nos relacionamentos, nas formas de pensar, idealizar, agir, concretizar, etc. Podemos dizer que é por meio dela que o empreendedor identifica uma oportunidade e cria meios para persegui-la e concretizá-la.

Pode ser um engano do empresário associar a inovação apenas à tecnologia ou às estratégias de comunicação quando na verdade, elas são ferramentas para a inovação. 

A inovação empresarial é um modelo de sistema de gestão que deve constatar, de forma rápida e eficaz, os desejos, os desafios, demandas e necessidades apresentados pelos clientes atuais e potenciais.

Para inovar, é preciso prestar atenção e, principalmente, escutar o cliente, identificar suas necessidades, desejos e atendê-los de forma surpreendente e encantadora. Por isso, a análise de cenários é tão importante para o planejamento estratégico: dá mais segurança para o empreendedor, orientando-o nas possíveis criações com o foco de atender o cliente e suas necessidades, a fim de trazer resultados positivos e rentáveis para a organização.

Principais tipos de organização

Neste tópico, falaremos sobre os principais tipos de organização e como elas são classificadas. Para isto, precisamos esclarecer o que é ramo de atividade de uma empresa. 

Ramo de atividade diz respeito à área na qual a empresa pretende atuar. É de extrema importância que o empreendedor tenha isto muito bem definido, pois ela está relacionada aos produtos e serviços da empresa. 

INDUSTRIA
COMERCIO
SERVICOS

Além disso, uma empresa, independentemente de seu ramo de atividade, pode também ser pública ou privada. Empresas públicas são aquelas geridas pelo Estado e podem se dividir entre Estatal e Governamental. As empresas privadas, por sua vez, podem pertencer a diversos segmentos e funcionar das mais variadas maneiras.

Em relação ao tamanho e ao capital da empresa, podemos dividi-las entre micro e pequenas empresas e empresas de grande porte. 

NDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS

O empreendedor deve saber qual o ramo que pretende atuar: ele pode ser um prestador de serviço, desenvolver o seu próprio produto e fabricá-lo ou apenas realizar a venda de produtos já fabricados por outras empresas.

A indústria é o ramo de atividade voltado para elaboração de um produto, transformando a matéria-prima em produto final para o consumidor. Dentro do ramo industrial, podem existir muitas atividades relacionadas a essa produção.

No ramo do comércio as empresas vendem produtos desenvolvidos pela indústria ou serviços. Elas podem ser varejistas ou atacadistas e suas atividades são diversas, podendo atender a diversos segmentos.

No ramo dos serviços as empresas não entregam a mercadoria, mas sim um “trabalho” que atende às necessidades do cliente. Neste ramo, o produto é intangível e a interação com o cliente ocorre na hora da compra.

A empresa Governamental ou Estatal é um tipo de empresa que pertence ao governo e é controlada total ou parcialmente por algum nível de governo municipal, estadual ou federal.

O objetivo de se criar este tipo de empresa é administrar os recursos estratégicos do país, garantindo que a população tenha acesso a eles.


As estatais possuem uma administração indireta, ou seja, embora sejam empresas do governo, elas não são administradas diretamente por ele. Na verdade, o governo delega tarefas e atividades para as estatais, que pode ocorrer via nomeação de cargo ou concurso público.

Outro fator interessante é que embora elas pertençam ao Estado, o governo pode não ser o seu dono totalitário, ou seja, eles abrem a empresa para os acionistas privados e podem receber ganhos por ela.

Existem dois tipos diferentes de estatais: a empresa pública e a de sociedade de economia mista. Vamos aprender um pouco sobre cada uma delas.

EMPRESA PUBLICA: Pertence integralmente ao governo, ou seja, ele é dono de 100% das ações da empresa, sendo sua administração totalmente pública. A Justiça Federal, neste caso, é nomeada a responsável por qualquer irregularidade apresentada pela empresa. Exemplos: Caixa Econômica Federal e os Correios.

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: Neste caso, o Estado não é o único dono destas estatais, ou seja, são abertas para acionistas privados com ações comercializadas na Bolsa de Valores. Os acionistas participam da administração da empresa por meio de votação e têm direito a participação nos lucros. O Estado também pode ser dono total da empresa, mas suas ações podem ser comercializadas na Bolsa de Valores e lucros para os acionistas onde parte majoritária das ações é do governo. Exemplos: Petrobrás e Banco do Brasil.

ONGS são organizações não governamentais sem fins lucrativos cujo objetivo é realizar diversos tipos de ações solidárias para um público específico. Podem atuar em diversas áreas, como saúde, educação, assistência social, economia, dentre outros. Atuam tanto no local onde estão inseridas como também no âmbito estadual, nacional e internacional. A ONG não pertence ao Estado, mas oferta serviços sociais que de assistência à sociedade.

De acordo com o Sebrae, ONGs são associações civis sem fins lucrativos de direito privado, interesse público e que possui algumas características:

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Uma OSCIP é uma qualificação jurídica atribuída a diferentes tipos de entidades privadas que atuam em áreas típicas do setor público com interesse social e podem ser financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada sem fins lucrativos.

Está prevista no ordenamento jurídico e, por isso, pode realizar parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos, ou seja, federal, estadual e municipal, permitindo que as doações realizadas possam ser abatidas do Imposto de Renda.

Nem toda ONG é uma OSCIP, mas toda OSCIP é uma ONG. Isto ocorre porque a figura de ONG não existe na forma jurídica, ou seja, ela é classificada como associação. Ela é usada apenas para identificar empresas do terceiro setor que atuam sem fins lucrativos com o objetivo de realizar interesses públicos. 

No caso da OSCIP, seu reconhecimento jurídico é legal, pois tem exigências legais na prestação de serviços, que deve seguir prestando contas de todo o dinheiro público recebido.

Modelo de empresas: individual, microempresas, pequenas empresas e empresas de grande porte

Depois de desenvolver o seu plano de negócio e saber qual o segmento que deseja atuar, o empreendedor precisa definir o tipo de empresa que pretende abrir. Desse modo, é necessário dizer que existe um perfil de empresa alinhado para cada negócio. O Quadro 8 mostra quais são os possíveis tipos e formatos jurídicos para as empresas.

O porte da empresa pode ser definido como microempresa, empresa de pequeno porte e sem enquadramento. Também temos as empresas de grande porte, nacionais e multinacionais.

Empresário Individual
Este modelo de empresa é voltado para o empreendedor que deseja abrir o seu próprio negócio sozinho, ou seja, sem constituir sociedade. A única pessoa responsável pela empresa é o próprio dono. Seus bens individuais passam a estar à disposição da empresa. Se a empresa contrair dívidas, os bens estarão à disposição para saudá-las e vice-versa, quando adquiridas dívidas pessoais. Outro fator importante é que o nome comercial da empresa deve ser composto pelo nome inteiro do dono, ou com abreviações, podendo ou não acrescentar outro nome que indique o seu ramo de atividade ou produtos. Pode ser enquadrado como microempresa.

Microempreendedor individual (MEI):
Tem um faturamento anual de até R$ 81.000,00. Possui CNPJ (cadastro nacional de pessoa jurídica) e pode emitir nota fiscal normalmente. Pagando as taxas regularmente, tem direito ao auxílio-doença e licença-maternidade. Também trabalha sozinho e por conta, sem sociedade.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)
Neste caso, a empresa também está sob responsabilidade de uma pessoa, mas seus bens e capitais não estão disponíveis para a empresa se contrair dívida. Para abrir este tipo de empresa, exige-se que o empreendedor tenha um capital social 100 vezes maior do que o salário mínimo vigente no país na época da abertura da empresa. O empresário só pode constituir apenas uma EIRELI em seu nome e as normas são as mesmas que regem as sociedades limitadas.

Sociedade Limitada (LTDA)
Se enquadram nesta modalidade de empresa aquelas que possuem dois sócios e oferecem bens e serviços de maneira organizada. Para abrirem este formato de empresa, os sócios precisam comparecer à Junta Comercial de seu estado e realizar uma inscrição. Devem elaborar um contrato social, definindo claramente que são os membros da sociedade, participação e distribuição de lucros entre eles. Nesta modalidade, as contas da empresa são separadas das contas pessoais dos sócios. Cada membro possui uma limitação de responsabilidade dentro da sociedade de acordo com o capital social aplicado de cada sócio. Assim, respondem de maneira limitada referente às dívidas contraídas pela empresa.

Sociedade Anônima
Nesta modalidade, utiliza-se as ações para distribuir o capital social da empresa. Os sócios são chamados de acionistas e suas responsabilidades dentro da organização variam conforme o número de ações que têm. Neste caso, 25% dos lucros classificados como dividendos são divididos entre os acionistas. O restante deve ser destinado para uma reserva da empresa. Ela pode ser uma empresa de capital aberto, com ações negociadas na bolsa de valores, ou de capital fechado, que não negocia na bolsa de valores.

Sem fins lucrativos
Trata-se de empresas que trabalham com ações sociais e não visam lucro.

Microempresa (ME)
Deve ter faturamento bruto de 360 mil ou menos por ano e podem utilizar a tributação Simples Nacional.

Empresa de Pequeno Porte (EPP), Médio e Grande Porte
São empresas com rendimento acima de 360 mil e de até R $ 3.600.000,00. Em relação ao seu tamanho, é possível dizer que, no ramo do comércio e de serviços, as empresas pequenas possuem de 10 a 49 funcionários, as de tamanho médio contam com 50 a 99 funcionários e as de grande porte possuem mais de 100 pessoas trabalhando.  

UNIDADE 4

Quando o empreendedor deseja colocar seu sonho em prática, antes de tudo, ele deve procurar identificar as oportunidades de mercado. Em outras palavras, é preciso analisar o mercado e detectar a possibilidade de vender um produto ou um serviço que pode ser bem aceito pelos consumidores e que tenha ligação com a realização de um sonho pessoal.

Levando em consideração que todo empreendedor tem uma ideia que deseja colocar em prática, é importante fazer uma análise da viabilidade do negócio para ele tenha lucro, sustentabilidade e perenidade. O empreendedor de sucesso deve buscar conhecimento por meio do estudo e que essa é a única forma de se ter um empreendimento de sucesso: 


CITANDO

"O estudo que proporciona conhecimento e visa substituir uma mente vazia por uma mente aberta é o passaporte para o futuro, pois é capaz de abrir nossos horizontes e nos mostrar caminhos jamais conhecidos."
Fonte: DINIZ, A Arte de Empreender.

Além disso, é possível dizer que as ideias dos empreendedores podem surgir de muitas maneiras. O empreendedor pode ter uma experiência pessoal e, a partir disso, ver a possibilidade de refinar produtos e serviços com um conceito diferenciado. Muitas vezes, o seu hobby pode fazer com que ele desenvolva uma ideia para ter lucratividade. Em outro momento, pode ser que tenha uma ideia do nada, por meio de alguma observação para mudar a vida de alguém ou de algum processo.


Quando nenhum desses momentos citados acontecem para o empreendedor e ele continua com vontade de ter seu próprio empreendimento, é possível realizar pesquisas, analisando o mercado, produtos, serviços e, a partir desta análise, criar seu próprio negócio.

É importante afirmar que essa análise, considerada o primeiro passo para a realização de um empreendimento, deve ser realizada com muita cautela, pois todo o negócio depende disso. Durante esse passo, muitos empreendedores ainda não têm condições de investir em uma pesquisa. Dessa forma, o que podem fazer é montar um negócio que já exista ou procurar um nicho de mercado específico e começar do zero por meio de um plano de negócios.

Muitas vezes, o empreendedor identifica um mercado que acredita ser importante e que não possui atuação de concorrência. Neste caso, é necessário tomar muito cuidado, pois pode ser que seja algo que ninguém ainda tenha prestado atenção ou pode ser um segmento sem potencial. Por isso, nestes casos, a cautela deve ser maior e a análise precisa ser mais criteriosa.

O que o empreendedor deve ter em mente é: 

São muitas as oportunidades que existem no mercado e muitos os segmentos que podem ser explorados. No entanto, o empreendedor deve estar atento ao que permite realizar seu sonho. Caso contrário, ele não terá motivação e paixão pelo seu negócio, características primordiais e imprescindíveis ao sucesso do empreendimento. 

A paixão é o combustível da motivação pessoal. É um sentimento profundo que impulsiona o empreendedor a definir objetivos desafiadores e a usar a criatividade para atingi-los.

Além dessas coisas, a paixão também não permite distrações para desperdiçar o tempo do empreendedor, mantendo-o no foco; inspirar outras pessoas; desenvolver a concentração, a autoconfiança e a motivação.

Um ponto importante a ser destacado é que o empreendedor não pode apenas sonhar: ele precisa planejar e pensar no futuro. Nesse sentido, não adianta apenas ter um sonho, pois não existe empreendimento de sucesso sem um planejamento eficaz. Em outras palavras, é necessário criar métodos e colocar o plano de negócios em ação. Sendo assim, a visão de futuro permite ao empreendedor que elabore passos importantes para atingir seu objetivo e que desenvolva estratégias, orientando sua empresa em momentos de crise para que ela tenha êxito em suas decisões.

O empreendedor precisa desenvolver visão a longo prazo e não pode ser imediatista diante dos acontecimentos vividos pelo seu empreendimento.

O sucesso, a sustentabilidade e a perenidade de qualquer empreendimento dependem da visão a longo prazo, ou seja, o empreendedor não pode ser imediatista, pois as coisas não acontecem da noite para o dia. Tem que ser sempre visionário e mediatista.

A maioria dos empreendedores consideram essa estratégia como um plano de vida. Sendo assim, muitos são os cuidados que o empreendedor deve ter na hora de buscar informações para abrir seu próprio negócio. Para isso, é necessário encontrar respostas para as seguintes perguntas:


Quais são as oportunidades e os nichos de mercado que podem ser explorados?


Quais são os produtos e serviços com concorrentes?


O que eles têm de diferencial e quais suas deficiências?


Quais produtos e serviços que possuem demanda de mercado?


Quem são e como são os clientes deste segmento? Qual a ideia de valor para eles?


Como criar valor para o cliente? Como ser competitivo?


Quais os fornecedores potenciais?


Quais os concorrentes e como eles agem?


Quais os riscos do negócio?


Qual o potencial e prazo para que o negócio tenha sustentabilidade?

Essas questões podem trazer informações relevantes para o plano de negócios do futuro empreendedor, dando a ele um direcionamento do que fazer, a quem atender, o que vender, de que forma vender, dentre outras informações importantes.

É sempre bom que o empreendedor tenha o maior número de informações possíveis. Informação nunca é demais, ela auxilia o empreendedor a formar uma opinião e a montar a sua estratégia de ação. Porém, é importante que a fonte das informações seja segura e fidedigna.

VISAO DE FUTURO: É o desenvolvimento de um objetivo a longo prazo que vai norteando e orientando as ações no presente. Assim, é possível avaliar se essas ações estão condizentes com a visão de futuro.

QUAL É O NEGÓCIO, MERCADO E PESQUISA DE MERCADO?


O empreendedor precisa ter em mente o negócio sobre o qual irá atuar e ter foco para que o empreendimento tenha sucesso. Para isso, é preciso identificar alguns aspectos do negócio, conforme orienta o estudioso Chiavenato em seu livro Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor, publicado em 2008:

O QUE/COMO/ONDE PRODUZIR
QUAIS PRODUTOS/SERVIÇOS
PARA QUEM
EM QUE VOLUME
POR QUAL PREÇO
COM QUAIS CARACTERISTICAS UNICAS
COM QUAIS VANTAGENS COMPETITIVAS

O empreendedor deve ter as respostas para as perguntas, pois isso fará com que ele tenha um norte em relação ao negócio que deseja empreender. O importante é que ele cruze suas experiências com as necessidades de mercado e que possa trazer algo diferente e inovador.

Dessa forma, não adianta apenas experiência, pois muitas vezes o empreendedor faz uma coisa muito bem que, no entanto, é produzida pelo mercado. O ideal é que as suas experiências consigam atender às necessidades de seus clientes de forma criativa e inovadora, proporcionando uma vantagem competitiva para o empreendimento. 


Também é necessário definir em qual mercado o empreendimento irá atuar, se é mercado local, físico ou virtual, para que possa elaborar estratégias de vendas e atendimento ao cliente. 

A definição de mercado também pode ter relação com um segmento, como mercado de imóveis, mercado de industrial, dentre outros. Em outras palavras, trata-se de um ambiente que gera negócios por ter, de um lado a oferta e a procura de outro.

O mercado pode ser de oferta quando as empresas possuem muitos produtos a oferecer, maior do que a procura pelos consumidores. Para que estes produtos sejam vendidos, estratégias de promoção de vendas são realizadas, como promoções.

Quando o mercado é de procura ou demanda, existe um número grande de consumidores procurando e querendo o produto e as empresas não conseguem atendê-los. Para diminuir a demanda, muitas empresas utilizam estratégias de preço, aumentando o valor do produto.

Sendo assim, é no mercado que o empreendedor consegue avaliar o comportamento de seus clientes e o que eles precisam. Desse modo, analisa-se como se comportam seus concorrentes, assim como o impacto de suas ações referentes à estratégia de preço, de marketing, inovação, dentre outros. Por isso, o empreendedor deve ficar sempre atento ao que acontece no mercado, uma vez que ele impacta diretamente nas estratégias organizacionais.

É possível identificar também o mercado concorrente, no qual ficam todas as empresas que vendem produtos e serviços similares aos do negócio do empreendedor. Outro mercado identificado é o mercado fornecedor, representado pelo conjunto de pessoas ou empresas que oferecem meios para o desenvolvimento e a finalização do produto do empreendedor, como matéria-prima, mão de obra, equipamentos, materiais, dentre outros.

Todos os mercados merecem atenção especial do empreendedor. No caso do mercado consumidor, entender seu cliente, conhecer seus comportamentos e seu perfil de compra auxiliam a desenvolver estratégias para atender estas necessidades. Com base nessas informações, o empreendedor pode criar produtos e serviços diferenciados e inovadores, saindo a frente do concorrente e obtendo uma vantagem competitiva.

Além disso, a pesquisa de mercado é uma ferramenta muito importante para a obtenção de informações relacionadas ao perfil do concorrente, dos clientes em potencial, etc.


CITANDO

"Vale a pena investir em pesquisas de mercado, tanto para sondar a concorrência e o que ela está oferecendo quanto para conhecer melhor os seus futuros clientes e o que eles querem." 
Fonte: DINIZ, A Arte de Empreender.

A busca de informações pode ser proporcionada de duas formas:

Pesquisa direta ou fonte direta de informação
Realizada por meio de questionários ou entrevistas pessoais diretamente com os clientes e fornecedores;

Pesquisa indireta ou fonte de informação indireta
Podem ser coletadas por meio de pesquisas realizadas em anuários do IBGE, revistas técnicas especializadas, empresas especializadas em pesquisa de mercado, opinião de outras pessoas, indicação, dentre outros.

Por estarem mais próximas do cliente, as fontes diretas são as mais adequadas. No entanto, o empreendedor também pode utilizar das duas formas de pesquisa para ter mais assertividade nas informações. O importante é que os empreendedores se utilizem das informações do estudo de mercado para ter uma orientação mais focada sobre seu negócio para elaborar as diretrizes e analisar as melhores estratégias que trarão lucro para a organização de forma sustentável.

Sem esse estudo, as empresas não têm condições de competir com eficiência, pois ficariam à deriva e  sem saber ao certo o que fazer. Sendo assim, quando estes estudos não são realizados, muitas empresas acabam perdendo muito e podem ir à falência com pouco tempo de vida. Por isso, quanto maior o estudo e mais detalhado for, mais informações o empreendedor terá para tomar as suas decisões de forma assertiva e confiável.

QUAL É O PRODUTO/SERVIÇO E O MELHOR CAMINHO A SEGUIR?


A empresa precisa definir se vai trabalhar com produtos (material tangível) ou serviços (material intangível). Isso é possível após identificação do negócio, da análise de mercado e da definição do mercado no qual se deseja atuar. 

Cada produto ou serviço apresenta características diferentes e, consequentemente, as estratégias de vendas, produção, preço e marketing deverão estar alinhadas ao seu formato.

No Quadro 2, é possível ter uma noção sobre como os clientes e a empresa pensam nos preços dos produtos ou serviços.

Todos os componentes são importantes, principalmente os que são visualizados pelos consumidores, pois determinam a percepção de valor frente o produto ou serviço ofertado.

Além disso, o empreendedor pode seguir e se enveredar por diversos caminhos. No entanto, alguns fatores são primordiais antes de colocar a ideia em prática.

Escolha do tipo de atividade
Pesquisas e análises de mercado trazem informações importantes para o empreendedor decidir em qual ramo de atividade pode atuar;

Analise seus conhecimentos
Experiências sobre o ramo de atividade escolhido e quais competências ainda precisam ser adquiridas;

Recursos financeiros
Analise a viabilidade do negócio, o recurso financeiro que precisa para investir e o retorno sobre o investimento, ou seja, em quanto tempo o empreendimento poderá lhe proporcionar retorno financeiro;

Relação entre experiência pessoal e profissional
Importante ter o alinhamento entre as duas experiências que irão proporcionar mais conhecimentos e informações para o desenvolvimento de estratégias. Caso isto não aconteça, é importante que o empreendedor busque como alternativa fontes de informações sobre o negócio;

Analise o mercado
Antes de tomar qualquer decisão, analise criteriosamente o mercado, como o perfil do cliente, os fornecedores, estratégias dos concorrentes, dentre outros;

Administração
É preciso saber administrar seu negócio,  olhar e avaliar os recursos financeiros  para que seu empreendimento tenha sucesso;

Faça economias
Analise todas as possibilidades que possam gerar economias, principalmente no início de empreendimento. Observe os processos e métodos e busque evitar custos e despesas desnecessárias.

Tendo isso em mente, é possível dizer que é muito importante que a empresa corte custos e despesas desnecessárias para o sucesso do empreendimento.

Por estarem mais próximas do cliente, as fontes diretas são as mais adequadas. Realizada por meio de questionários ou entrevistas pessoais diretamente com os clientes e fornecedores. O importante é que os empreendedores se utilizem das informações do estudo de mercado para ter uma orientação mais focada sobre seu negócio para elaborar as diretrizes e analisar as melhores estratégias que trarão lucro para a organização de forma sustentável.

QUAIS SÃO AS OPORTUNIDADES E OS RISCOS DO NEGÓCIO?


Todo negócio possui riscos e potencialidades. As potencialidades são vistas por meio de perspectivas de como o negócio pode prosperar e os riscos são analisados como possíveis percalços que a empresa venha a sofrer. Nesse sentido, as empresas possuem três condições para tomarem decisões estratégicas: condição de incerteza, risco e condição de certeza.

Nas condições de incertezas, a empresa tem pouco conhecimento e informação do que pode acontecer, dificultando a estimar o grau e a probabilidade do evento e suas possíveis consequências. Quando falamos de risco, a empresa já possui um nível de conhecimento para saber o que pode acontecer e como ela deverá agir. No entanto, ainda são probabilidades e que podem gerar diversas interpretações. Ao verificarmos as condições de certeza, a empresa tem ciência dos fatos que irão acontecer e como acontecerão, analisando os impactos que serão trazidos à organização.

Como falamos, o risco é uma possibilidade de perda e pode ser classificado da seguinte maneira:

RISCO ECONOMICO:É consequência de fatores referentes ao negócio da empresa, como atividade, operação, produto ou serviço, demanda por produtos, dentre outros;

RISCO FINANCEIRO:Está relacionado ao modo como os recursos financeiros do capital de terceiros são empregados e como são remunerados aos acionistas.

Ainda, quando o risco econômico é elevado, deve-se procurar reduzir o risco financeiro, evitando alto endividamento e baixando a proporção de capital de terceiros. Assim, o grande desafio é manter o equilíbrio entre os dois riscos.

O retorno financeiro é o próprio lucro que a empresa venha a ter com a venda de seus produtos e serviços. E, ao contrário do risco, é sempre uma possibilidade de ganho. O grande desafio para o empreendedor é aumentar o lucro, diminuindo os custos. Desse modo, o empreendedor precisa saber cortar custos e despesas desnecessárias para a sustentabilidade do empreendimento.

As empresas podem utilizar de muitas estratégias para aumentarem seus lucros, como redução de custos, investimentos mais rentáveis, administrar os recursos com mais eficiência, trocar serviços por custos mais baixos mas sem interferir muito na qualidade, rever fornecedores, substituir matéria-prima, terceirizar alguns departamentos e mão de obra, dentre outros.

COMO OTIMIZAR AS SUAS CHANCES DE SUCESSO?

Para as empresas otimizarem as chances de sucesso no mercado, é necessário muita informação, conhecimento e foco. 
Para as empresas otimizarem as chances de sucesso no mercado, é necessário muita informação, conhecimento e foco.

As informações e conhecimento permitem que as empresas sejam mais assertivas no desenvolvimento de estratégias e tomada de decisões. Por isso, elas precisam obter o maior número de informações possíveis de fontes confiáveis para que desenvolvam um plano de negócio e possam colocá-lo em prática.

O foco deve ser sempre no cliente. Analisar seus comportamentos, seus hábitos de compra, suas necessidades, desejos e buscar, em parceria com a criatividade e inovação, desenvolver produtos e serviços que respondam rapidamente e de forma eficiente e eficaz às demandas do mercado.

IMPORTÂNCIA DO CLIENTE E ANÁLISE CUIDADOSA DO PRODUTO


É importante que a empresa saiba para quem ela está vendendo, ou melhor, qual é seu público-alvo, onde ele está, quanto ganha, como vive, etc. Todas essas informações ajudam a empresa a satisfazer o cliente e, consequentemente, a fidelizá-lo. 

Assim, ela consegue elaborar sua proposta de valor, os preços de produtos e serviços, seus canais de vendas e a promoção de vendas que venha a utilizar, buscando a sustentabilidade e o sucesso do negócio.

Toda empresa deve se colocar no lugar do cliente, ou seja, pensar em como ele analisaria seu produto ou serviço. O que motiva o cliente a comprar da sua empresa? Qual é sua percepção de valor? Por que ele prefere você a seus concorrentes? O que a empresa precisa fazer para promover satisfação no cliente e fazer com que ele volte a comprar e indicar para outras pessoas, seus produtos e serviços?

Atualmente, as pessoas buscam produtos com qualidade a preços acessíveis. A Era Digital permitiu que todas as informações estejam facilmente disponíveis para quem quiser. Assim, os clientes sabem mais dos produtos do que os próprios vendedores da empresa.

Portanto, a qualidade do produto, do atendimento, facilidade de pagamento e de entrega podem trazer grandes diferenciais para a empresa frente a seus concorrentes, fazendo com que ela seja mais competitiva no mercado.

Construindo o plano de negócios

Todo empreendedor que deseja abrir uma empresa precisa construir um plano de negócios, uma vez que ele se trata de um instrumento com passo a passo sobre como colocar uma empresa para funcionar. 

Ele auxilia a empresa a caminhar, dando orientação sobre as coisas que devem ser seguidas e ajudando a empresa a não sair dos trilhos. Um bom plano de negócio auxilia o empreendedor a tomar as melhores decisões e ajuda a enfrentar alguns erros que a empresa venha a ter, direcionando melhor seus esforços. Além disso, ele também pode ajudar a empresa a atrair novos investidores, fornecedores e a criar parcerias.

O plano de negócios também é conhecido como Business Plan. O objetivo dele é descrever a ideia do empreendimento e dar direções de como a ideia deve ser colocada em prática, por meio do levantamento de todos os elementos importantes que podem afetar o empreendimento. Os elementos levantados estão relacionados ao que deve ser produzido pela empresa, além de trazer informações sobre para quem produzir, mercado, concorrentes, dentre outros.

O SEBRAE, em seu artigo denominado “Tudo o que você precisa saber para criar seu plano de negócio”, publicado em 2019, nos chama a atenção para a importância do plano de negócios:

O plano de negócios é o instrumento ideal para traçar um retrato do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. É por meio dele que o empreendedor tem informações detalhadas do seu ramo de atividade, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sus ideia e da gestão da empresa.

Assim, se o empreendedor buscar seguir fielmente o plano de negócios, terá as orientações necessárias para decisões importantes que impactarão diretamente em seu empreendimento.

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS

Para este objeto estudo, nos basearemos no manual do Sebrae intitulado Como elaborar um plano de negócios, publicado em 2013. Esse material traz informações importantes para o empreendedor sobre como desenvolver o plano de negócios de forma eficiente.

O plano de negócios é um documento com informações relevantes sobre o empreendimento que auxilia o empreendedor nas tomadas de decisões. Sendo assim, para elaborar um bom plano de negócios, se faz necessário seguir alguns passos.

// 1. Principais pontos que devem estar relacionados no plano de negócios

Para a elaboração do plano de negócios, é importante que a empresa siga as etapas do seguinte sumário executivo:

MISSAO DA EMPRESA
DADAS DA EMPRESA: NOME SOCIAL, CPF OU CNPJ
FORMA JURIDICA
ENQUADRAMENTO TRIBUTARIO: SIMPLES NACIONAL OU NÃO
SETORES DE ATIVIDADES
FONTE DE RERCURSOS
CAPITAL SOCIAL: CAPITAL INVESTIDO PELO DONO OU SOCIO
DADOS DOS EMPREENDEDORES/ADMS

// 2. Análise do mercado 

O planejamento estratégico começa sempre com a análise de mercado. Desse modo, o plano de negócios considera a análise de mercado uma das análises mais importantes para se montar as estratégias a empresa. Ela está dividida em três partes:

ESTUDO DOS CLIENTES: São todas as informações relacionadas ao seu cliente, tais como: 


- características de perfil socioeconômico (faixa etária, gênero, tamanho da família, onde trabalha, quanto ganha, escolaridade, onde mora, etc). Caso seja pessoa jurídica, são necessárias informações como qual o segmento, o que vendem, tamanho da empresa, tempo de mercado, imagem, potencial de pagamento, etc.


- Interesses e comportamentos: frequência e quantidade da compra do produto/serviço; onde compram; quanto pagam.


- Motivação de compra: preço, qualidade, marca, prazo de entrega, atendimento.


- Onde estão os clientes: localização geográfica.

ESTUDO DOS CONCORRENTES:Os concorrentes são aqueles que atuam no mesmo ramo de atividade que o seu e tentam satisfazer os mesmos clientes. Portanto é importante que se tenha informações do concorrente sobre:

Qualidade empregada no desenvolvimento de produtos; preço; localização; condições de pagamentos ofertados; atendimento prestado; serviços disponibilizados; garantias.

Nesta análise o empreendedor verifica o nível de competição, se consegue cobrir as ofertas e estratégias do cliente.

ESTUDO DOS CONCORRENTES: O mercado fornecedor abrange todas as pessoas e empresas que fornecerão insumos para o desenvolvimento do seu produto, como por exemplo, matérias-primas, equipamentos, mão-de-obra.

Para iniciar esta análise, primeiramente o empreendedor precisa fazer um levantamento do que ele precisa para desenvolver seu produto e que ele precisa terceirizar.

Depois buscar quais fornecedores podem oferecer o que está faltando para a sua produção.

Eles podem ser encontrados por meio de pesquisas, indicações, em sites, revistas especializadas no segmento, buscas na internet, entre outros.

Importante que itens como qualidade, preço, prazo de entrega, formas de pagamento, sejam analisados com no mínimo mais outros dos fornecedores para que a empresa compare e avalie a melhor proposta que atenda a sua necessidade.

// 3. Plano de  marketing 

O plano de marketing é muito importante para a empresa, pois é por meio dele que os produtos e serviços são divulgados. Ele permite a comunicação entre empresa e cliente, define qual a melhor estratégia de vendas dos produtos e serviços e quais os canais de distribuição mais adequados para cada um deles.

O plano de marketing é desenvolvido em cinco fases:

DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS PRODUTOS E SERVIÇOS
PREÇO
ESTRATÉGIAS PROMOCIONAIS
ESTRUTURA DE COMERCIALIZAÇÃO
LOCALIZAÇÃO DO NEGOCIO

// 4. Plano Operacional

LAYOUT OU ARRANJO FISICO: É a distribuição do espaço físico da empresa, como departamentos, setores, instalações, mercadorias, dentre outros. A importância de uma boa distribuição e organização do espaço físico é promover a produtividade, evitar desperdícios e retrabalhos, facilidade de localização, dentre outros. 

CAPACIDADE PRODUTIVA/COMERCIAL/SERVIÇOS: Refere-se à análise de como atender os clientes e a capacidade produtiva da empresa.

PROCESSOS OPERACIONAIS: Descrição das atividades organizacionais, passo a passo, incluindo as áreas e departamentos da empresa.

NECESSIDADE DE PESSOAL: Refere-se à contratação de pessoas para desenvolver os serviços da empresa.

// 5. Plano financeiro 

Esta parte do planejamento de negócios é um pouco mais detalhada e extensa do que as demais. Sua composição engloba investimento fixo, capital de giro e investimentos pré-operacionais.

Além disso, o plano também deve conter o planejamento financeiro detalhado para o período em que o negócio ainda não estiver dando lucro.

// 6. Construção de cenários 

Uma análise de tendências com base em informações do mercado para a criação de novos produtos e serviços que respondam de forma rápida e eficiente às demandas do mercado. 

// 7. Avaliação estratégica 

Refere-se à análise da estratégia utilizando a matriz F.O.F.A. ou S.W.O.T.: ferramenta utilizada para detectar pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças. Assim, com base nestas informações, a empresa pode criar e desenvolver estratégias que a direcionem e auxiliem sua participação de mercado.

// Quadro 5. Matriz FOFA ou SWOT

Faça uso das forças



São características internas da empresa ou de seus donos que representam vantagens competitivas sobre seus concorrentes ou uma facilidade para atingir os objetivos propostos.



Exemplos:


- Atendimento personalizado ao cliente; 

- Preço de venda competitivo;

- Equipe treinada e motivada; 

- Localização estratégica da empresa.

Explore as oportunidades 


São situações positivas do ambiente externo que permitem à empresa alcançar seus objetivos ou melhorar sua posição no mercado. 


Exemplos:


- Existência de linhas de financiamento; 

- Poucos concorrentes na região; 

- Aumento crescente da demanda; 

- Disponibilidade de bons imóveis para locação.

Elimine as fraquezas



São fatores internos que colocam a empresa em situação de desvantagem frente à concorrência ou que prejudicam sua atuação no ramo escolhido. 



Exemplos:



- Pouca qualificação dos funcionários;

- Indisponibilidade de recursos financeiros (capital);

- Falta de experiência anterior no ramo;

- Custos de manutenção elevados.

Evite as ameaças


São situações externas nas quais se têm pouco controle e que colocam a empresa diante de dificuldades, ocasionando a perda de mercado ou a redução de sua lucratividade.



Exemplos:



- Impostos elevados e exigências legais rigorosas;

- Existência de poucos fornecedores; 

- Escassez de mão de obra qualificada; 
- Insegurança e violência na região.

// 8. Avaliação do plano de negócio


Avaliar se o plano de negócios está alinhado e se responde as dúvidas da empresa, preparando o empreendedor para colocar seu sonho em prática. 

Desse modo, o plano de negócio não tem o objetivo de garantir sucesso da empresa, mas auxilia na tomada de decisões para que a empresa busque seus resultados e alcance seus objetivos.

GESTÃO ESTRATÉGICA

É muito importante que as organizações planejem suas ações, principalmente quando se pensa em um cenário de muita concorrência no qual as empresas precisem de uma vantagem competitiva para serem percebidas pelo seu público-alvo e, assim, sobreviverem.

Sendo assim, ao falarmos de gestão estratégica, conseguimos perceber que se trata de uma ferramenta que norteia as organizações rumo ao patamar que pretendem chegar – por meio de orientações primordiais para que elas alcancem resultados.

Gestão estratégica é o processo sistemático de gerenciamento para acompanhar as ações que geram oportunidades de crescimento ao empreendimento e que precisam ser monitoradas e avaliadas.
Gestão estratégica é o processo sistemático de gerenciamento para acompanhar as ações que geram oportunidades de crescimento ao empreendimento e que precisam ser monitoradas e avaliadas.

Para se adotar uma estratégia organizacional, é importante que as empresas definam os rumos que pretendem seguir. Portanto, precisam ter sua missão, visão, metas e objetivos bem definidos.

Além disso, toda empresa precisa estar preparada para as situações não tão positivas que possam surgir, como situações ambientais (variáveis políticas, econômicas, tecnológicas, climáticas, culturais e demográficas) que interferem diretamente na gestão da empresa.

Por fim, as empresas precisam se atentar principalmente para o comportamento de seus clientes. Nos dias de hoje, percebemos um comportamento diferenciado do consumidor, com foco na rapidez, comodidade, conforto e segurança na aquisição de mercadorias. As pessoas estão dependentes de ferramentas digitais para realizarem suas compras e pesquisas, exigindo que as empresas desenvolvam ferramentas de marketing para atender esta necessidade. Portanto, uma decisão estratégica na área de vendas ou marketing baseada neste comportamento pode lhe trazer grandes retornos lucrativos.

Independentemente do tamanho do empreendimento, ele deve ser competitivo, sustentável, proporcionar crescimento aos seus stakeholders (clientes, fornecedores, acionistas, etc.) e ao mercado. Para isso, é de suma importância uma boa gestão estratégica, bem monitorada, principalmente pelo líder da empresa.

// Definindo missão, visão e valores

Toda empresa precisa ter definido sua missão, visão e valores para que se consiga desenvolver sua estratégia empresarial.

A missão corresponde à essência da organização, ou seja, o motivo pelo qual ela existe e seu propósito. A visão significa o lugar onde ela quer chegar. Em outras palavras, representa seus planos a longo prazo. Os valores, por sua vez, dizem respeito à identidade da empresa, suas crenças e a forma como ela se posiciona no mercado. 

// Quadro 6. Diferenças entre missão e visão

MISSAO:
Inclui o negócio da empresa;

É o ponto de partida;

É o documento de identidade da empresa;

Identifica “quem somos”;

Dá o rumo a empresa;

É orientadora;

Tem o foco do presente para o futuro;

Tem vocação para a eternidade.

VISAO:

É o sonho do negócio;

É o lugar para onde vamos;

É o passaporte para o futuro;

Projeta “quem desejamos ser”;

Fornece energia para a empresa;

É inspiradora;

Tem o foco no futuro;

É mutável, conforme os desafios.

A definição destes três fatores é importante, pois eles direcionam o planejamento estratégico da organização, auxiliando os empreendedores a chegarem ao seu objetivo e a trazerem os melhores resultados.

EXEMPLIFICANDO

A Disney, um dos maiores parques de diversão do mundo, tem como missão alegrar as pessoas; como visão, criar um mundo em que todos possam se sentir como crianças; e como valores, o não ceticismo. Criatividade, sonhos e imaginação. Atenção fanática aos detalhes. Preservação e controle da Magia Disney. 

Se pararmos para pensar, a Disney tem uma estratégia organizacional bem alinhada à sua missão, visão e valores: procura fazer as pessoas felizes independentemente da sua idade e criou um local onde qualquer pessoa possa voltar a ser criança e viver em um mundo cheio de magias.

Fontes de financiamento

Para “dar certo”, todo negócio precisa de um planejamento e saber se ele é viável, ou seja, se tem procura e se o produto ou serviço vende. Para o negócio se tornar viável, o empreendedor precisa tomar muitas decisões importantes e, para tomar as decisões mais apropriadas, o empreendedor precisa de um guia que o oriente no processo decisório.

Esse guia ajuda o empreendedor a identificar e potencializar as oportunidades de mercado, identificar as ameaças e tentar neutralizá-las para que não atrapalhe suas estratégias e buscar entender o que o cliente busca como valor em seu produto. Assim, pode desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades de seus consumidores.

Por isso, fatores importantes como o que produzir, como produzir, para quem produzir e por que produzir são perguntas primordiais para direcionar o empreendedor em suas decisões estratégicas.

Um projeto de viabilidade financeira busca saber quando a empresa se torna rentável e lucrativa a partir do volume de vendas que ela realiza. Com base nisto, a empresa precisa descobrir qual é o seu volume para buscar os recursos financeiros.

Sendo assim, algumas perguntas podem nortear o empreendedor em seu levantamento de informações:

QUAL O VOLUME DE VENDAS/COMPRAS
CAPITAL INICIAL PARA COMEÇAR A PRODUÇÃO
QUAIS AS MAQUINAS? QUANTAS SAO (EQUIPAMENTOS E MATERIAS NECESSARIO)
QUAL O TAMANHO DO NOSSO QUADRO DE PESSOAL
QUAL O TAMANHO DO ESPAÇO FISICO

Existem dois tipos de custos que a empresa precisa conhecer: custos fixos e custos variáveis. Os custos fixos são os custos da empresa que permanecem inalterados, como aluguéis, seguros, depreciação, dentre outros. Os custos variáveis, por sua vez, são custos diretamente relacionados com o volume de produção da empresa ou a sua atividade, como materiais, matérias-primas, salários e encargos sociais, dentre outros.

Os custos fixos são os custos da empresa que permanecem inalterados, como aluguéis, seguros, depreciação, dentre outros.

Os custos variáveis, por sua vez, são custos diretamente relacionados com o volume de produção da empresa ou a sua atividade, como materiais, matérias-primas, salários e encargos sociais, dentre outros.

Somente por meio da análise dos custos fixos e variáveis é possível calcular o ponto de equilíbrio da empresa (break-even-point), estágio em que a empresa não apresenta nem lucro e nem prejuízo. Por meio da análise do ponto de equilíbrio, a empresa consegue saber o quanto ela precisa vender para se tornar lucrativa e evitar o prejuízo.

Em um empreendimento novo, é muito difícil encontrar o ponto de equilíbrio, pois a empresa ainda não tem sua carteira de clientes. Portanto, no início dos empreendimentos, a empresa tem mais despesas do que lucros.

COMO DEFINIR O INVESTIMENTO INICIAL

Todo empreendimento precisa de recursos financeiros para começar. Definir o valor do investimento inicial é primordial para que a empresa comece a colocar seu projeto em andamento. Sem nenhum recurso, é muito difícil iniciar suas atividades.

O valor deste recurso é um grande desafio para o empreendor. Por ainda não ter muita experiência, pode subestimar o real valor que deve ter em caixa para começar seu negócio. Sendo assim, o empreendedor precisa saber perfeitamente como será a sua produção inicial, quais ferramentas ou maquinários precisará, o local de instalação da empresa, a quantidade de pessoas para desenvolvimento de produtos, dentre outros.

Investir no início de todo negócio é uma situação complicada, pois a empresa tem mais despesas do que lucros. Desse modo, precisa fazer um planejamento em relação ao tempo de retorno sobre o investimento, também conhecido como ROI. 


Assim, um planejamento financeiro detalhado e minucioso é muito importante para fazer a empresa deslanchar nos primeiros meses até que as vendas passem a trazer lucro para o empreendedor e para os investidores.

Todos aqueles que investem na empresa assumem o risco inicial e esperam um determinado retorno maior do que o valor que foi investido.

FONTES DE FINANCIAMENTO E LINHAS DE CRÉDITO

Todo negócio, para começar a funcionar, precisa de um capital investido. Muitas vezes, o empreendedor não possui o capital suficiente e precisa de alternativas para fazer seu empreendimento andar.

Tendo isso em mente, é possível dizer que existem algumas alternativas para o empreendedor conseguir o investimento necessário. Apesar da mais conhecida ser o banco, é possível encontrar outras fontes.

Dessa forma, o empreendedor pode buscar o capital inicial para começar a operacionar sua empresa pelos seguintes meios:

CAPITAL PROPRIO/TERCEIROS
PARTICIPAÇÃO ACIONARIA
INVESTIMENTO COLETIVO (NET)
FUNDO DE INVESTIMENTOS
INVESTIMENTO-ANJO
AGENCIAS DE FORMENTO
BNDES
FUNDOS CONCITUCIONAIS (CO/NO/NE)
FINTECH (JUROS MENORES)
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O empreendedor precisa apenas ter claro qual a sua missão, o seu negócio e o tempo do retorno sobre o investimento.

Apresentando seu empreendimento ao mercado

Começar a empreender não pode ser uma decisão tomada por impulso, ou seja, trata-se de algo que exige preparo e planejamento contínuo. Tendo isso em mente, não existe sorte no empreendedorismo.

Sorte para mim consiste na junção de uma série de elementos. Ela nada mais é do que a conjugação de conhecimentos, habilidades, competências, determinação, muito trabalho, oportunidade e iluminação divina.

Assim, após a definição do seu negócio, qual o ramo de atividade, o que vender e para quem vender e a formalização do empreendimento, chega o grande momento de muito trabalho e muito cuidado: o momento de apresentar o seu negócio para o mercado.

Nesse momento, é preciso segurar a ansiedade e tomar todo cuidado, pois uma estreia errada pode por em risco todo o negócio. Por conta disso, vamos analisar alguns fatores importantes e primordiais para que a empresa tenha uma entrada triunfal.

Alguns preparos são necessários. A equipe deve ser treinada e preparada para atender o seu cliente e é preciso verificar se a produção está em ordem, bem como as vendas e as finanças.

// Preparação da equipe

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As corporações são feitas de bens materiais e imateriais, ativos tangíveis e intangíveis, como os bens móveis, imóveis, produtos, marca, branding, etc., mas principalmente elas são feitas de recursos humanos, o chamado capital intelectual.

As organizações possuem muitas demandas e precisam ter agilidade e criatividade para responder rapidamente às exigências de mercado, o que faz com que as empresas voltem seu foco para a inovação de produtos e serviços.  

Por isso, as empresas têm se preocupado com o mercado, com a concorrência acirrada e em atender o cliente cada vez melhor, percebendo que a aplicação do conhecimento em suas estratégias pode trazer um diferencial. Por isso, elas precisam se transformar em verdadeiras organizações do conhecimento, compartilhando informações para utilizar suas próprias competências e tornando essa prática uma estratégia rentável.

Esse tipo de ambiente desafiador faz com que as pessoas se identifiquem com a organização e queiram permanecer na empresa. Além disso, os colaboradores passam a torcer pela empresa e a “vestir sua camisa”. Como é possível perceber, essa postura influencia na produtividade, no comprometimento e na satisfação. 

É importante ressaltar que os colaboradores são o bem mais importante de uma organização. São eles que podem dar sustentabilidade e perenidade (ou não) a uma empresa. Por isso, o sucesso de qualquer empresa está inexoravelmente ligado à contratação de recursos humanos de primeira qualidade, motivados, criativos e inovadores e comprometidos com o futuro, sustentabilidade, perenidade e a rentabilidade da empresa.

Dessa forma, quanto mais colaboradores engajados e comprometidos, mais garantido está o sucesso da empresa e o sucesso dos colaboradores, ou seja, as duas partes ganham.

// Preparação da produção


O empreendedor deve procurar um local adequado para o desenvolvimento dos produtos ofertados ao mercado. Além disso, deve verificar tudo que será necessário para a finalização do produto, como maquinários, equipamentos, matérias-primas, mão de obra, fornecedores, tecnologia, estoque mínimo para atender a demanda inicial, dentre outros.

// Quadro 7. Fatores de localização industrial e localização comercial

INDUSTRIAL: - proximidade da mão de obra;

- proximidade dos mercados;

- proximidade de transporte;

- infraestrutura energética;

- incentivos fiscais;

- custo do terreno;

- facilidade de localização;

- adequação do local;

- infraestrutura.

COMERCIAL:

- proximidade dos clientes;

- facilidade de acesso;

- facilidade de transporte;

- facilidade de estacionamento;

- infraestrutura para recreação;

- adequação do local;

- visibilidade;

- baixos custos imobiliários;

- baixos custos condominiais;

- aparência do local.

O ideal para o empreendimento é que o empreendedor consiga adequar a empresa, unificando os dois fatores apresentados no Quadro 7.

// Preparação do marketing

O marketing está relacionado à comercialização e venda de produto e serviços. Por isso, é preciso analisar onde serão apresentados e disponibilizados estes produtos, se espaço físico ou virtual. Além disso, é tarefa da equipe de marketing definir como deve ser:

// Preparação das finanças

É importante se atentar para o controle dos primeiros rendimentos das vendas. Se faz necessário analisar sua alocação, pois muitos empreendedores, ao receberem os primeiros valores oriundos das primeiras vendas, passam a utilizá-lo para uso pessoal. Sendo assim, o empreendedor não deve misturar as finanças pessoais com as da empresa. Ele deve ter um controle separado e, se possível, não utilizar a renda inicial nos primeiros meses, para que a empresa possa fazer um caixa para usos mais necessários posteriormente.

Além disso, é preciso ter em mente que empreender não se trata apenas de ter um sonho e colocá-lo em prática: é preciso preparação e planejamento. Portanto, o empreendedor, nesta fase inicial do projeto de apresentar a empresa ao mercado, precisa trabalhar muito e ir adaptando sua empresa conforme a resposta de seus potenciais clientes.


No entanto, a dúvida e o medo podem atrapalhar o empreendedor na análise de uma grande oportunidade. Por isso, ele precisa de outras ferramentas que o auxiliem na decisão, como informações sobre mercado, o produto ou serviço, identificar quais são os clientes potenciaisvalor inicial de investimento, em quanto tempo será ROI (retorno sobre o investimento), dentre outros.



valorizados e recompensados por suas inovações. Assim, dizemos que estas empresas são orientadas para um sistema de recompensa, ou seja, recompensam os funcionários que trazem novas ideias e novas soluções que geram resultados para a organização.


Tal prática tem gerado um impacto positivo para os dois, empresa e colaborador, pois faz com que os intraempreendedores sejam mais valorizados e recompensados por suas inovações. Assim, dizemos que estas empresas são orientadas para um sistema de recompensa, ou seja, recompensam os funcionários que trazem novas ideias e novas soluções que geram resultados para a organização.

[...] também é um braço do empreendedorismo no qual os empreendedores criam empresas objetivando vender serviços ou produtos no arfam principal de auferir lucros e dividendos e por via de consequência aumentar o patrimônio do empreendedor e da corporação."



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