Ensino Digital

UNIDADE 1


DEFINIÇÃO DE EAA (LDB):
Art. 1º. Para os fins deste Decreto, considera-se educação a distância a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorra com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com pessoal qualificado, com políticas de acesso, com acompanhamento e avaliação compatíveis, entre outros, e desenvolva atividades educativas por estudantes e profissionais da educação que estejam em lugares e tempos diversos.

*PELA ABED:
EaD caracteriza-se como uma modalidade de educação que possibilita a aprendizagem com mediação didático-pedagógica-andragógica, utilizando diferentes tecnologias de informação e meios de comunicação, na qual as atividades se desenvolvem com os atores do processo em lugares e/ou tempos diversos.

HISTÓRIA DO EAD:
Alguns autores postulam que as origens do EaD estão ligadas ao surgimento dos primeiros textos manuscritos produzidos pelas primeiras civilizações da humanidade. CARTAS PAULINAS

Entretanto, as primeiras iniciativas formais de EaD surgiram na modernidade. Embora atualmente a EaD esteja presente no mundo inteiro, sua disseminação começou a se acentuar no século XX, até que, hoje em dia, há projetos que abrangem a formação básica, profissionalizante e superior. Pelo mundo, a EaD se materializou historicamente por meio da evolução de diversas mídias, como o texto, o rádio, a televisão, a audioconferência, a videoconferência, o computador, a internet, ambientes virtuais de aprendizagem etc. 

A primeira geração acompanhou, na segunda metade do século XIX, a expansão dos serviços postais, especialmente na América do Norte. Mas, no século XVIII, tivemos o marco histórico do EaD (CURY, [s.d]), representado pela iniciativa do professor Caleb Phillips, que, em 20 de março de 1728, publicou um anúncio na Gazeta de Boston sobre suas aulas de taquigrafia por correspondência. 

A segunda geração nos traz o estudo mediado pelos meios eletrônicos de comunicação, que teve início com a criação do rádio, no início do século XX, e foi seguido pela TV, em 1930. Segundo Alves (2009), a ausência de profissionais para atuar nos cursos comprometeu a utilização do rádio no EaD

Durante a terceira geração, surgem as universidades abertas. Aqui, a EaD inicia sua trajetória de sucesso para o ensino superior, numa aposta de revolucionar e democratizar o acesso à graduação, com uma tendência forte para a interiorização do Ensino Superior, até então restrito somente aos grandes centros urbanos e às capitais.

A quarta geração foi marcada pelo uso integrado das tecnologias disponíveis, possibilitando aos estudantes acesso a recursos multimidiáticos, escritos e audiovisuais. Utilizou-se, de forma intensa, o recurso das audioconferências, mediadas por telefone, propiciando a interação síncrona, ou seja, a interação entre professor e alunos em tempo real, em locais diferentes. Com o surgimento da comunicação mediada por satélite, foi possível a realização de teleconferências. A utilização dessas tecnologias, para assegurar a interação em tempo real, foram iniciativas das Instituições de Ensino Superior – IES, do segmento privado de ensino.

A quinta geração é marcada pelo surgimento da internet, que teve seu uso popularizado no Brasil na década de 1990. A grande rede de computadores possibilitou a integração de todos os elementos formadores de programas de Educação a Distância, imprimindo características marcantes e que muito contribuem para uma formação de qualidade

EAD NO BRASIL:

No Brasil, apesar de registros anteriores de experiências informais com EaD, o marco regulatório inicial firma-se no governo de Getúlio Vargas, em 1942, com a instituição da Lei Orgânica do Ensino Secundário do ministro Gustavo Capanema, ficando conhecida como Reforma Capanema.

No Artigo 91 do Decreto Lei 4.244/1942, tivemos a primeira menção formal ao EaD no Brasil, permitindo aos maiores de 18 anos de idade a obtenção de certificado de licença ginasial. Para isso, eles teriam que estudar por correspondência ou pelos programas educativos de rádio e, posteriormente, prestar exames de madureza, referentes ao primeiro ciclo do curso secundário.

No entanto, o fato histórico propulsor de oficialização da EaD no ensino superior foi a Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a Lei das Diretrizes e Bases de Educação Nacional (LDB). Nela, o Estado reconhece, enfim, a legitimidade e assegura a viabilidade da Educação a Distância, conforme estabelece o Artigo 80.

Em 2001, o MEC publica a Portaria nº 2.253, que regulamenta a “oferta de disciplinas não presenciais em cursos presenciais reconhecidos de instituições de ensino superior” (BRASIL, 2001). Também foi sancionada a Lei nº 10.172, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE)

O Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regulamentava o Artigo 80 da LDB como política pública indutora, com vistas à ampliação e ao fortalecimento do EaD no Brasil, além de estabelecer a definição de regras mais claras sobre credenciamento, recredenciamento, supervisão e critérios de avaliação das instituições e cursos

O Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de ensino superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino. Nele, destaca-se a divisão de tarefas dos órgãos públicos educacionais para o credenciamento, funcionamento, supervisão e avaliação. Esse decreto alterou profundamente o papel exercido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED), tornando mais claras as relações estabelecidas entre as instituições de ensino e o MEC.

O Decreto nº 6.303, de 12 de dezembro de 2007, altera o Decreto nº 5.622, de 2005, e trata do referencial de qualidade para a educação a Distância no Brasil. Esse decreto descentraliza o papel da União, ao permitir que os Sistemas de Ensino possam participar desses processos, além de ratificar a obrigatoriedade de que as atividades presenciais sejam realizadas nas sedes das instituições ou em seus polos. Devido ao alto nível de exigência para o credenciamento, recredenciamento, supervisão e avaliação, esse decreto provocou grandes críticas das IES particulares. 

O Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017, regulamentado pela Portaria Normativa nº 11, de 20 de junho de 2017, ficou conhecido como novo marco regulatório para a Educação a Distância no Brasil. Este foi o grande viés de abertura e expansão para o novo momento de convergência digital que vivemos atualmente. Dentre as novidades deste decreto, destaca-se a permissão, para as instituições de ensino superior, de credenciamento para a oferta de cursos de EaD, na graduação e na pós-graduação lato sensu, sem a necessidade de credenciamento para modalidade presencial. Ou seja, nasce aqui a lei que permite instituições de ensino superior serem criadas exclusivamente para ter cursos a distância, além de permitir a grande explosão de aberturas de polos EaD em todo o território nacional, sem a necessidade de autorização prévia, vinculando a quantidade de polos aos índices de qualidade de cada IES (IES com conceito institucional 5, por exemplo, podem abrir até 250 novos polos por ano).

Em 2020, com a pandemia causada pelo novo coronavírus, foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria nº 343, de 17 de março de 2020, que regulamenta a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, enquanto durar o regime de isolamento social recomendado pelos órgãos oficiais para o combate ao COVID-19, para as instituições de ensino superior, além de liberar as visitas de autorização para oferta de cursos na área do Direito, Psicologia e Odontologia, num ensaio claro de expansão da EaD para cursos até então considerados tabus para a modalidade.

Já o Decreto nº 10.312, de 4 de abril de 2020, abriu de forma ampla a utilização da TV aberta para fins educacionais. O decreto amplia, temporariamente, o escopo de multiprogramação das TV abertas, com conteúdo específico destinado às atividades de educação, ciência, tecnologia, inovações, cidadania e saúde, de entidades executoras de serviço de radiodifusão de sons e imagens em tecnologia digital, com fins exclusivamente educacionais ou de exploração comercial, em razão da pandemia da COVID-19.

Sobre os 3 principais períodos da educação formal:

MUNDO ANTIGO: Ensino personalizado, filosófico e holístico; população livre; classe abastada.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: Ensino tradicional, rígido e disciplinado; população trabalhadora; classe assalariada.
MUNDO COMTEMPORÂNEO: Ensino personalizado, medido por tecnologia e holístico; universalizado; cidadões críticos e atuantes.

Saber mais sobre os 4 pilares da educação:

APRENDER A CONHECER
APRENDER A FAZER
APRENDER A CONVIVER
APRENDER A SER

AS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (NTIC):

Na sociedade atual, a cultura da convergência é a melhor expressão da comunicação e da interatividade. Ela descreve um fenômeno da pós-modernidade, uma representação cultural da relação entre a forma como procuramos e produzimos informações, representando a transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos de mídia dispersos.

Apesar de invisível, é possível perceber que essa cultura vive no ciberespaço, no mundo virtual. Nele, observamos experiências embutidas e entrelaçadas numa cultura participativa e frenética, que nos orienta em uma relação bem mais autônoma e criativa, na qual cada meio faz o que faz de melhor, construindo uma rede de consumo de informação, produto e serviço cada vez mais interligada e disponível em únicos ou poucos artefatos tecnológicos.

Nesse universo, as tecnologias de inteligência funcionam por meio de artefatos, como portais para o ciberespaço, ou simplesmente pela computação em nuvem, como vários autores tratam a cloud computing. Acabamos, assim, por remodelar os comportamentos e a capacidade de comunicação e gestão da informação.

Cloud computing, ou computação em nuvem, é a entrega da computação como um serviço em vez de um produto, no qual recursos compartilhados, software e informações são fornecidos, permitindo o acesso por meio de qualquer computador, tablet ou celular conectado à internet.

GRUPO SER EDUCACIONAL:

Além da presença física nos polos, muitos dos experimentos práticos também serão realizados virtualmente, por meio de tecnologias como webconferência, laboratórios virtuais, simuladores e realidades virtual, aumentada ou mista, que poderão ser realizadas de casa. Desse modo, de forma resumida, os temas que refletem as características da EaD adotado pelo Grupo Ser Educacional S/A são:

ENSINO CONCENTRADO NO ALUNO
METODOLOGIAS ATIVAS
SALA DE AULA VIRTUAL
MULTIMIDIA
TUTORIA DE CONTEUDO
MENTORIA DE EXPERIENCIA (ALICE)
EQUIPE TECNICA E PEDAGOGICA


Pensando nesse novo cenário (COV1D) e imbuído com o espírito de ajudar os alunos e professores na manutenção de suas rotinas, o Grupo Ser Educacional ofertou o que há de mais moderno para a continuidade dos estudos de seus alunos, tanto em termo de tecnologias como em metodologias de estudos, seja para aqueles que já estavam inseridos na EaD ou para aqueles que, até então, tinham seus estudos no modelo presencial. 

O BLACKBOARD ULTRA tem na sua forma nativa a preocupação com a experiência do usuário e foco no Mobile Firt Experience, expressão que remete a aplicativos nativos para celulares.

Esse recurso não está disponível apenas para os alunos do Digital. Todos os alunos do ensino presencial do Grupo Ser Educacional, que têm em sua grade curricular uma ou duas disciplinas on-line no semestre (as chamadas DOL, ou Disciplinas on-line), também utilizam esse mesmo recurso. Então, para os alunos, a estratégia foi manter o foco nos estudos e na pesquisa, de forma domiciliar. Aproveitando ao máximo todas as ferramentas e os materiais didáticos (textos dialogados, videoaulas, fóruns de discussão, animações, gamificações, metodologias ativas, com cases práticos e interação com os professores por vídeo, entre outros).

Além disso, o sistema conta com o armazenamento de arquivos pessoais para alunos e professores. Os alunos podem também fazer colaborações, em tempo real, usando os aplicativos do Microsoft Office para a Web (incluindo o Word, Excel, PowerPoint e OneNote), disponíveis tanto no desktop como no celular, com a gratuidade de licenças, através do convênio que o grupo possui com a Microsoft. 


Unidade 2


Em sua evolução histórica, a educação teve como suporte os recursos tecnológicos vigentes. Podemos citar, como um dos grandes marcos, a invenção dos tipos móveis para impressão no início do século XV, por Gutenberg, que possibilitou a reprodução em grande escala de livros, até então escritos a mão e lentos para serem produzidos (além dos valores elevadíssimos de produção).

Saber mais sobre o avanço das novas tecnologias:

PLACAS DE ARGILA
SALA DE AULA
SALA DE AULA VIRTUAL
INTERNET

O recorte que estudaremos, no contexto da tecnologia aliada à educação a distância, contemplará, especialmente, o uso da internet e das possibilidades e ferramentas que são utilizadas na oferta de nossos cursos. Assim, começaremos conhecendo a Web 2.0. 

No ano de 2004, em uma conferência internacional promovida pela O’Reilly Media, foi lançado o termo Web 2.0, apresentado na abertura, cujo tema era: “A Web como plataforma". Para entendermos melhor esse contexto, a O’Reilly Media era uma empresa americana dedicada ao aprendizado e ao ensino de indivíduos, equipes e empresas, para que desenvolvessem habilidades de sucesso em um mundo definido pela transformação orientada pela tecnologia.

Voltando um pouco no tempo, lembraremos que a Web, também conhecida como WWW, corresponde à rede mundial de computadores. Foi criada no final da década de 1980, por Tim Berners-Lee, com o objetivo de possibilitar a utilização compartilhada de documentos entre universidades.

A Web é um sistema de documentos hipermídia, interligados e executados na internet, que se tornou público a partir de 1991 em sua versão 1.0, baseada em texto e sem intervenção do usuário. Mesmo com essas limitações, no entanto, o compartilhamento de conteúdo na grande rede abriu espaço para uma revolução na forma como lidamos com o conhecimento.

Você sabe o que são tags? São palavras-chave para relacionar informações semelhantes, conhecidas também como metadados. Quando colocamos “#” na frente, criamos uma hashtag, usada para ajudar a encontrar outros termos relacionados. 

WEB 1.0:

USUARIOS COODESENVOLVEDORES: Por meio do uso, eles contribuem para o aperfeiçoamento do sistema.
BLOGS E RSS: A evolução das páginas pessoais, já existentes na Web 1.0 foi oportunizada pela possibilidade de assinaturas que permiriram aos inscritos acompanhar as atualizações.

WEB 2.0:

LEVEZA E SIMPLICIADADE
BETA PERPÉTUO E REAS: Reas são recursos educacionais abertos que permitem a intervencão direta por meio de modificação.

LMS: Sala virtual em inglês
Reas; Conteudos licenciados. Contudo, precisam ser referenciados.

Na literatura internacional, os ambientes virtuais de mediação da aprendizagem têm uma nomenclatura específica. Vamos conhecê-la: 

LMS: Corresponde ao Sistema de Gerenciamneto de Aprendizagem (SGA)
VLE: Corresponde ao ambiente virtual de aprendizagem

BLACKBOARD: Sala virtual que permite interação assicrona por web conferência e uso nos dispositivos móveis.
MOODLE: Ambiente de aprendizagem modular, dinámico e orientado aos objetos. é open source, ou seja, o seu uso é livre, sem cobrança de valores para acesso. Mantin Dougiamas que criou.
TELEDUC: Pesquisadores do NIED criaram esse ambiente para "criação, participação e administração de cursos Web".
BRIGHTSPACE: Sala de aula virtual da D2L. Idealizada com o objetivo de qie todos tenham acesso às melhores oportunidades de aprendizagem possíveis.

Modelagem educacional do Grupo Ser:

Os marcos regulatórios legais equiparam a modalidade de educação a distância com a modalidade presencial de ensino, mas é um equívoco julgar que as práticas de ensino e aprendizagem sejam iguais.

Atualmente, o Grupo Ser Educacional tem sete instituições de ensino  superior  com  credenciamento  para   oferta de graduação a distância, a saber: UNINASSAU, UNINORTE, UNAMA, UNG, UNINABUCO, UNIFACIMED e UNIFAEL. Em todas as marcas a oferta dos programas de EaD preza por valores importantes, são eles:

Desenvolvimento de postura crítica, autoaprendizagem, pesquisa, autonomia e atividades colaborativas;

Os cursos são realizados totalmente pela internet, ofertados pela UNINASSAU, UNINORTE, UNAMA, UNG,  UNINABUCO DIGITAL, UNIFACIMED e UNIFAEL, disponibilizados em diversos polos, presentes em todos os estados brasileiros;

A metodologia adotada utiliza recursos assíncronos de ensino e aprendizagem. Os participantes escolhem o melhor horário para estudar, o que permite horários flexíveis e faz do discente o centro do processo de aprendizagem;

O estudante pode acessar a Sala de Aula Virtual pelo computador, tablet ou celular com acesso à internet para acompanhamento das aulas e realização das atividades;

As disciplinas são ofertadas mensalmente. Cada mês é disponibilizada uma nova disciplina.

MATERIAS EM FORMATO ONEPAGE:Os cursos contam com os conteúdos dispostos em apenas uma página on-line. Ela contém vídeos, slides, textos e animações que congregam todas as informações importantes para o estudo de forma simples, a fim de facilitar o processo de ensino-aprendizagem do aluno. Além disso, esse formato traz para os estudantes uma navegação fluida, menos cansativa, intuitiva e responsiva (adapta-se a qualquer dispositivo desktop, smartphone ou tablet); 

GAMES EDUCACIONAIS: Nos materiais de estudo das nossas disciplinas pode-se encontrar games educacionais que utilizam mecanismos de jogos (competições, premiações, pontos), buscando o engajamento dos alunos por meio da solução de problemas. Ao adotar um estilo lúdico como a gamificação, os estudantes estarão motivados a realizar as tarefas da plataforma, prosseguir em seu aprendizado e, desta forma, aprender o conteúdo necessário para sua capacitação, tanto em suas atividades no mercado de trabalho, como em sua formação acadêmica; 

METODOLOGIAS ATIVAS: Os nossos cursos possuem estratégias diferenciadas que atuam como promotoras da aprendizagem ativa. Aprendizagem ativa pode ser definida com base na atuação direta do aluno no processo, isto é, ele se envolve e vai além do ver-ouvir; principalmente, pensa sobre o que está fazendo. O professor passa a ser aquele que orienta os estudos dos alunos, oferecendo materiais e estratégias adequadas para a aprendizagem, ao mesmo tempo em que identifica as potencialidades dos estudantes e os ajuda a desenvolvê-las;

VÍDEO AULAS EM ESTUDIO: Nossas disciplinas também apresentam videoaulas roteirizadas por professores especialistas e gravadas em estúdio por atores com recursos multimídia de alta tecnologia, transformando os conteúdos em aulas que complementam os demais materiais de estudo disponíveis na plataforma;]

MATERIAIS QR CODE

SIT (STUDENT INSIGHTS TOOLKIT): É uma ferramenta de apoio ao estudante, que contempla quatro tipos de dashboards (painéis com interface gráfica) que fornecem visualizações rápidas de indicadores, ou informações relevantes direcionadas á visão do aluno;

SOFIA (TUTOR-BOT): Em nossos cursos contamos com uma camada inteligente sobre a sala de aula virtual, capaz de entregar conteúdos direcionados às necessidades do(a) aluno(a), por meio da inteligência artificial, planejada para um programa de estudos. Sofia (o nosso software de inteligência artificial) atua como um tutor que esclarece as dúvidas dos estudantes de forma rápida e automática na sala de aula virtual. A Sofia também faz o acompanhamento acadêmico e motivacional dos alunos. Com uma função de “coaching acadêmico”, ela identifica o perfil do estudante por meio de perguntas iniciais e, a partir do diagnóstico, faz indicações de agenda de estudos, melhor horário para as aulas segundo cada perfil, além de medir e controlar os acessos dos discentes, com base na agenda estabelecida, enviando lembretes e mensagens motivacionais para que o estudante siga sua rotina de estudos;

MENTOR EXPERIENCIA: Mentores da experiência do aluno são pessoas comprometidas em garantir aos alunos uma experiência ímpar ao longo da sua jornada acadêmica, proporcionando todo o suporte necessário para que o aluno alcance o sonho da graduação. Por meio de uma linguagem humanizada, leve e empática, o mentor utiliza técnicas que sejam capazes de despertar em nossos discentes o engajamento com os estudos, sentimento de confiança e pertencimento à instituição.

Missões do mentor:

Acompanhar o aluno ao longo de toda sua jornada acadêmica, sendo o elo entre o aluno e a IES;
Desenvolver um relacionamento estreito com seus alunos, de forma que se sintam seguros e engajados;
Conduzir o aluno ao sucesso acadêmico (alcançar os resultados desejados ao escolher a nossa Instituição);
Garantir a entrega de uma experiência única a todo momento, tendo como base a humanização e empatia;
Promover momentos “WOW!” (surpreender, positivamente, o aluno a cada interação).

Na TRILHA DE APRENDIZAGEM da sua Sala de Aula Virtual, todos os recursos são preparados pelos melhores professores e estarão disponíveis para guiar e fundamentar seu percurso formativo. Vamos entender cada um dos itens disponíveis na trilha de aprendizagem: 

DESAFIO COLABORATIVO

UNIDADES: Os cursos serão sempre em quatro unidades, em todas as disciplinas que cursar. Em cada uma delas você terá acesso a:

Material Didático Interativo : recursos virtuais que possibilitam o desenvolvimento dos temas de forma interativa, como apresentações dinâmicas, mini games, hipertextos, mapas conceituais, simuladores e outros;
Atividade de autoaprendisagem: questões objetivas automáticas, que auxiliam o estudante no processo de autoavaliação da aprendizagem, você pode realizá-lo quantas vezes desejar e descobrir o quanto aprendeu, sem interferir na sua nota da disciplina;
AV1 - Atividade contextualizada: cada disciplina conta com uma atividade contextualizada que traz à tona o objeto de estudo – um case. É um instrumento pedagógico que serve para o aprendizado do aluno, envolvendo situações reais bem como as consequências das ações dos estudantes no mundo. Por meio dessa atividade, o estudante deve ser capaz de suscitar questões para debate e ter elementos que permitam a tomada de posição e a definição de cursos de ação. Também é uma atividade discursiva que encerra os estudos da disciplina, reunindo, de forma contextualizada, os conteúdos que foram estudados, validando as competências desenvolvidas. Nesse momento, o estudante deverá atender ao enunciado proposto, submetendo no ambiente o arquivo com a resolução. Os arquivos podem ser em formatos diversos: texto, apresentação em slides, vídeos, áudios, imagens, etc.;

WEBCONFERENCIA: Os cursos contam com uma ferramenta de videoconferência disponível dentro da Sala de Aula Virtual, por meio da qual os alunos podem se conectar de forma síncrona com os seus coordenadores, professores e tutores por meio de encontros previamente marcados. O objetivo é aproximar docentes e discentes em um momento para estudo, discussões a respeito dos conteúdos de suas disciplinas ou, ainda, esclarecer dúvidas acadêmicas e institucionais. Nesse ambiente, onde são realizadas as interações síncronas, os estudantes poderão interagir, em tempo real, com o professor executor da disciplina. Todavia, após a realização da aula, ela fica gravada, transformando-se num recurso assíncrono, por meio do qual os estudantes que não tiveram condições de acessar em tempo real poderão assistir à gravação da aula quando e quantas vezes desejarem. Assim, verifique se os recursos para assistir a transmissão estão funcionando bem: conexão, áudio e vídeo. 

MATERIAL COMPLEMENTAR

SER_MELHOR: É o momento de você avaliar todos os recursos disponíveis e contribuir com observações construtivas para que nossos processos de ensino melhorem continuamente;

Ferramentas de interação e aprendizagem disponíveis na Sala de Aula Virtual do Grupo Ser Educacional:

LISTA DE PARTICIPANTES
BLACKBOARD COLABORATE
AVISOS
MANUAIS E FERRAMENTAS

DISCUSSOES: PARA A INTERAÇÃO COM A EQUIPE DE TUTORES
FERRAMENTA ANALITICA DO CURSO: COMPARA COM OS EMAIS COLEGAS


UNIDADE 3


O Estudante na modalidade Digital

A instituição escolar sempre caminhou de mãos dadas com as demandas sociais, que, por sua vez, tendem a ser norteadas pelos valores econômicos e pela natureza do trabalho. Na Grécia antiga, a scholé (nome que deu origem à palavra “escola”) era um “lugar de ócio”, dedicada aos jovens que não precisavam trabalhar, por pertencerem às classes abastadas. E lá, eles podiam conversar e aprender com os grandes filósofos da Antiguidade.

A Idade Contemporânea teve seu início oficial com a derrocada das monarquias absolutistas, em decorrência da Revolução Francesa, em 1789, e seus ideais iluministas de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Assim, nesse período, nasceu a escola tradicional, que teve grande expansão no século XIX na Europa e nos Estados Unidos, partindo da ascensão de uma nova classe social: a burguesia, que lutava pelos seus direitos de “terem os mesmos direitos” dos nobres. Ocorre que, ao mesmo tempo, a Revolução Industrial estava a todo vapor, e as novas indústrias necessitavam de mão de obra minimamente esclarecida ou, pelo menos, alfabetizada. 

PROFESSOR: Estabelecer os fundamentos teóricos do projeto;
Selecionar e preparar o conteúdo articulado a procedimentos e atividades pedagógicas;
Identificar os objetivos referentes a competências cognitivas, habilidades e atitudes;
Definir bibliografias e demais materiais de apoio;
Elaborar o material didático;
Realizar a gestão acadêmica do processo de ensino-aprendizagem;
Avaliar-se continuamente.

Esclarecer dúvidas por meio das ferramentas de comunicação;
Promover espaços de construção coletiva de conhecimento;
Selecionar material de apoio e sustentação teórica aos conteúdos;
Participar dos processos avaliativos de ensino-aprendizagem, junto com os docentes.

Estar presente virtualmente, através da utilização das ferramentas da sala de aula virtual, de forma eficiente para comunicação e envio das atividades;
Compreender o desenvolvimento do próprio processo de aprendizagem, a fim de colaborar e avaliar as atividades propostas;
Lidar com diferentes necessidades, examinando e interpretando as possibilidades de ações, através da identificação das situações, contornando-as e analisando possíveis soluções.

TUTOR: Esclarecer dúvidas por meio das ferramentas de comunicação;
Promover espaços de construção coletiva de conhecimento;
Selecionar material de apoio e sustentação teórica aos conteúdos;
Participar dos processos avaliativos de ensino-aprendizagem, junto com os docentes.

Estar presente virtualmente, através da utilização das ferramentas da sala de aula virtual, de forma eficiente para comunicação e envio das atividades;
Compreender o desenvolvimento do próprio processo de aprendizagem, a fim de colaborar e avaliar as atividades propostas;
Lidar com diferentes necessidades, examinando e interpretando as possibilidades de ações, através da identificação das situações, contornando-as e analisando possíveis soluções.

ALUNO: Estar presente virtualmente, através da utilização das ferramentas da sala de aula virtual, de forma eficiente para comunicação e envio das atividades;
Compreender o desenvolvimento do próprio processo de aprendizagem, a fim de colaborar e avaliar as atividades propostas;
Lidar com diferentes necessidades, examinando e interpretando as possibilidades de ações, através da identificação das situações, contornando-as e analisando possíveis soluções.

O material didático dos cursos Digitais é gerenciado pela estrutura de produção e distribuição, no Grupo Ser Educacional. Os materiais didáticos produzidos pelo NEaD são recursos imprescindíveis e obrigatórios para uma EaD de qualidade. 


Os materiais didáticos, tanto impressos quanto em mídia eletrônica, que contêm as aulas postadas na sala de aula virtual, utilizados nos cursos Digitais e disponibilizados aos estudantes, são projetados, analisados, revisados e concebidos de modo a permitir a excelente execução das atividades do curso. Eles garantem que a formação definida no projeto pedagógico do curso seja plenamente atendida, uma vez que atendem aos critérios de abrangência, adequação bibliográfica às exigências da formação, aprofundamento e coerência teórica.


Para Freire (2002, p. 12-20) ensinar exige: 

» Rigorosidade metódica;

» Pesquisa;

» Respeito aos saberes dos educandos;

» Criticidade;

» Estética e ética;

» Conduta coerente com a fala;

» Risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação;

» Reflexão crítica sobre a prática;

» Reconhecimento e aceitação da identidade cultural.

METODOLOGIAS ATIVAS:

Sala de Aula Invertida

A metodologia da Sala de Aula Invertida foi desenvolvida pelos professores de química Jonathan Bergmann e Aaron Sams, que, em 2007, resolveram inverter o fluxo de ensino, trazendo as atividades para serem realizadas de forma colaborativas, com a supervisão do professor, e as aulas expositivas foram gravadas e indicadas como atividade prévia, que deveria ser realizada pelos alunos, em suas casas (LACERDA, 2018).

Seguindo esses conceitos, o professor pode direcionar todos os seus esforços para auxiliar os alunos na construção do conhecimento, esclarecendo pontos importantes durante a realização das atividades.

Os criadores da Sala de Aula Invertida afirmam que “o papel do professor na sala de aula é o de amparar os alunos, não o de transmitir informações” (BERGMANN; SAMS, 2016, p. 14). Sendo assim, os autores apresentam em seu livro, Sala de aula invertida, alguns aspectos motivadores para a inversão da sala de aula, uma vez que ela:
» Fala a língua dos estudantes de hoje;

» Ajuda os estudantes ocupados;

» Auxilia os estudantes que enfrentam as dificuldades;

» Viabiliza que estudantes com diferentes habilidades se superem;

» Cria condições para que os alunos pausem e rebobinem o professor;

Peer Instruction

A Peer Instruction foi idealizada pelo professor de física Eric Mazur, que leciona na Universidade de Harvard desde 1984, e foi motivada pelo fato de o professor sentir-se incomodado por seus alunos não entenderem o que ele ensinava (PINTO, 2019). 

O professor Mazur lembrou de uma estratégia muito usada pelos estudantes, que é de buscar ajuda de colegas que conseguiram compreender melhor os conceitos, e nesse regime de colaboração o entendimento entre pares fica mais simples, porque se fala a mesma língua. 

Partindo deste princípio, e levando em conta que, para a disciplina de física a exposição de conceitos é importante, o professor formatou um modelo que parte da aplicação de testes conceituais, curtos e que abordavam questões-chave.

A proposição da questão e o tempo para que os alunos pensem têm duração de 1 minuto cada, seguido das anotações e trocas entre os pares, que são os colegas de turma, com duração de até dois minutos e fechamento do teste com o registro das respostas, feedback do professor e explicação da resposta correta, com duração de 2 minutos, em média.

Se a maioria da turma acertar o teste, o professor passa para o próximo, contudo, se o professor perceber que os alunos apresentam dificuldades com o assunto, o teste é repetido com maior detalhamento e período de tempo.


Mapas mentais e conceituais

Apesar de bastante semelhantes, existem algumas características específicas para cada estilo de mapa. 

O mapa mental parte sempre de uma ideia e tem por objetivo principal encadear os pensamentos de forma simples e objetiva. O mapa conceitual também tem por objetivo o encadeamento, mas de conceitos. Uma característica específica do mapa conceitual são os conectores entre os conceitos, que são caixas com verbos ou locuções verbais.

Vejamos as Figuras 9 e 10, que exemplificam essa ideia.


Design Thinking

O termo Design Thinking corresponde ao desenho ou modelagem de um pensamento, uma forma de pensar, e se trata de uma abordagem para solucionar problemas e desenvolver ideias inovadoras, de forma colaborativa, livre e criativa. A proposta nasceu na área de engenharia, por um professor da Universidade de Stanford, no início da década de 1970, sendo adaptada posteriormente para outras áreas. Os processos não educacionais não são tratados como metodologia, mas sim, como uma abordagem, pois metodologias têm seus processos bem desenhados previamente, e um fator de sucesso é aplicar os métodos de acordo com essa modelagem.

Dessa maneira, no Design Thinking, os processos são desenvolvidos de forma criativa e sintonizados com as especificidades de cada caso, levando-se em consideração todas as interferências e as percepções das partes interessadas, também conhecidas no meio corporativo como stakeholders. No segmento educacional também não existem receitas prontas e rígidas, mas esse modelo, por vezes, é tratado como metodologia. Oliveira (2014, p. 113) apresenta as vantagens de aplicar o Design Thinking na educação.

UNIDADE 4


A importância das TICs no ensino Digital:

Na Antiguidade, a geração e o controle do fogo foram grandes avanços tecnológicos, pois, a partir do empirismo (observação), nossos ancestrais desenvolveram medidas para não depender dos fenômenos naturais e usar o elemento a seu favor. A partir desse avanço, deixamos de comer carnes cruas, adquirimos uma nova defesa contra os predadores e nos aquecemos no inverno. E a invenção da roda? Já pensou como era difícil a locomoção antes dela? Esses são exemplos de grandes descobertas que marcaram o avanço tecnológico nos primórdios da civilização humana.

A Revolução Industrial, além de marcar o início da idade contemporânea na qual vivemos, representa o momento da história da humanidade em que as descobertas e os avanços tecnológicos tiveram um crescimento exponencial. Vivemos a quarta fase dessa revolução, a qual teve início com a descoberta da tecnologia da geração do vapor, que impulsionou as indústrias e a produção em massa. A partir desse momento, nunca mais seríamos como antes. 

Os computadores são compostos, basicamente, por duas partes: uma física (chamada de hardware), que podemos ver e tocar, formada por seus componentes e acessórios, conforme ilustra a Figura 2. A outra parte se refere à decodificação e processamento de informações, ou seja, os softwares, que correspondem aos programas com as mais diversas finalidades, que abarcam desde o sistema operacional até os aplicativos que são utilizados diariamente no smartphone. 

Você sabia que o nome "computador" está relacionado a uma das suas antigas funções, que era fazer contas, ou seja, “computar”? Sabia também que a primeira pessoa a programar foi uma mulher? O nome dela era Ada Lovelace. Ela nasceu em 1815 e era filha do poeta Lord Byron. Enquanto trabalhava com Babbage, realizando a tradução de um artigo, fez várias anotações sobre o assunto. E então, ela escreveu um código que poderia detalhar sequências de números de Bernoulli na máquina analítica de Babbage. Surgia, assim, o primeiro algoritmo (FEREGUETTI, 2019). Para mais informações, consulte o link disponível nas referências bibliográficas. 

Vivemos a chamada quinta geração dos computadores, que apresenta as seguintes características: 

» Automação de escritórios e processos industriais, com supercomputadores;

» Robótica;

» Multimídia;

» Inteligência Artificial (IA).

Os computadores são cada vez mais rápidos e eficientes, mas os seus componentes básicos continuam os mesmos, e é fundamental que você os conheça e entenda como funcionam. São alguns dos itens e suas principais funções: 

Computação em nuvem (𝘤𝘭𝘰𝘶𝘥 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘶𝘵𝘪𝘯𝘨)

O conhecimento e o cuidado com seu computador físico são muito importantes, mas certamente você terá necessidade de utilizar algum serviço hospedado na nuvem, ou seja, no espaço virtual da grande rede de computadores. Vamos conhecer melhor a nuvem computacional?

Dependendo da sua idade, você se recordará que, caso precisássemos abrir um determinado arquivo em um outro computador que não fosse o nosso, ou seja, onde estava salvo, teríamos que usar um dispositivo de memória para armazenar o arquivo, que poderia ser um CD, DVD ou pen drive, que sucederam os antigos disquetes. Após trabalhar com o arquivo na outra máquina, era preciso salvar o arquivo no dispositivo de memória e lembrar de atualizar o arquivo original que estava no nosso HD.

Antigamente, havendo algum problema técnico com a máquina física, fosse ela fixa (desktop) ou móvel (notebook), corríamos um sério risco de perder todos os arquivos que estavam salvos nela, e muitas pessoas sofreram com esse problema.

A nuvem computacional, conhecida também como computação em nuvem, ou ainda, em inglês, cloud computing, representa um grande avanço tecnológico, que possibilitou a mobilidade para o acesso de dados partindo de uma regra bem simples: os arquivos passam a ser hospedados em um ambiente virtual, podendo ser acessados, inclusive, de forma colaborativa, de qualquer máquina e em qualquer lugar. 

Os provedores da computação em nuvem fornecem inúmeros serviços, como servidores, armazenamento, banco de dados, rede, software, análises de dados e Inteligência Artificial.

Os serviços mais utilizados de nuvem computacional, destinados ao armazenamento e produção de documentos e com opção de compartilhamento, são OneDrive (do Windows), Drive (da Google) e Dropbox.

CIBERCULTURA

Apesar de cibercultura ser um termo usado com muita frequência há pouco tempo, há registros de que o dicionário de inglês Oxford lista o uso desse termo desde 1963, com a seguinte frase: "Na era da cibercultura, todos os arados puxarão a si mesmos e os frangos fritos voarão direto para nossos pratos." (tradução livre). No caso dos frangos fritos, ainda não estão voando. 

Pierre Lévy é uma referência mundial em cibercultura e pautou toda sua vida acadêmica em analisar e explicar as interações virtuais mediadas pela internet. Um de seus livros é integralmente dedicado ao estudo desse conceito, cuja definição é a seguinte:

Conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. (LÉVY, 1999, p.17)

Lévy faz uma analogia, no início de seu livro, comparando o dilúvio bíblico com o dilúvio informacional que vivemos a partir do advento das relações virtuais, em rede, e afirma que para o segundo não haverá fim. 

Letramento digital: Capacidade de avaliar criticamente a informação e usar de forma adequada as tecnologias digitais. 

A partir do desenvolvimento das competências relacionadas ao letramento digital, o estudante será capaz de acessar e fazer bom uso de todos os recursos e ferramentas que estarão disponíveis no ciberespaço. 

A inteligência coletiva é construída nesse universo, e Lévy reflete que ela não está restrita a poucos privilegiados, pois o saber compartilhado no ciberespaço é livre, partindo do princípio de que qualquer ser humano tem sua bagagem de conhecimento e pode compartilhá-la, a fim de contribuir para a construção de um saber coletivo.

No ciberespaço iremos interagir e aprender ao longo de todo o curso, e a inteligência coletiva que Pierre Lévy aborda será elaborada de forma colaborativa, gerando conhecimento para todos e viabilizando ferramentas fundamentais para a construção das mais variadas competências.

A partir do mapeamento realizado por Ribeiro e Behar (2013), apresentamos nas tabelas a seguir as quatro categorias de competências básicas para o letramento digital, a fim de que o estudante que optou pela EaD alcance o pleno êxito nos seus estudos.

Hipertexto: O “hipertexto é um documento digital composto por diferentes blocos de informações interconectadas. Essas informações são amarradas por meio de elos associativos, os links. Os links permitem que o usuário avance em sua leitura na ordem que desejar.” (LEÃO, 1999, p. 15).

Multimídia: Mídia é o meio de comunicação através do qual a mensagem é transmitida, que pode ser jornal, rádio, TV, revistas, internet etc. Cada mídia adota sua linguagem específica: texto escrito, áudio, vídeo, imagens, entre outras. No ciberespaço, os recursos são multimidiáticos, pois agregam diferentes mídias, o que torna a experiência de navegação dinâmica e atrativa. 
 
Objetos de aprendizagem: Objeto de aprendizagem é qualquer elemento digital ou não digital que possa ser utilizado para aprendizagem, educação ou treinamentos (SILVA, 2011). No ciberespaço, nosso foco serão os objetos digitais, que podem ser representados por: vídeos, músicas, imagens, áudios, games, animações, apresentações, mapas, infográficos, slides, simuladores etc. Quando possuem licença aberta de uso, poderão compor o acervo dos REAs.

Licenciamento dos REAs

É possível observar que, ao apontar os repositórios educacionais abertos listados, indicamos o tipo de licença, que mesmo sendo aberta para o uso, é classificada de acordo com as normas do Creative Commons, uma organização sem fins lucrativos que permite o compartilhamento e o uso de conteúdos por meio de licenças jurídicas gratuitas. Vejamos os tipos das licenças, de acordo com o Creative Commons: 

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